Condomínio fantasma gera prejuízo em Barueri
Empreendimento imobiliário nunca saiu do papel e deixou milhares de compradores no prejuízo na Grande São Paulo

Clientes que investiram na compra de unidades de um condomínio residencial em Barueri, na região metropolitana de São Paulo, denunciam ter perdido suas economias após o empreendimento nunca sair do papel. O caso foi revelado em reportagem exibida pelo programa Fala Brasil e expõe um esquema que deixou milhares de pessoas no prejuízo.
O empreendimento era comercializado por uma cooperativa habitacional que prometia imóveis com valores acessíveis e facilidades de pagamento. No entanto, mesmo após anos de contribuições mensais por parte dos compradores, o terreno onde o condomínio deveria ser construído permanece abandonado, tomado por mato e entulho, sem qualquer avanço nas obras.
De acordo com as investigações, cerca de 11 mil pessoas teriam sido impactadas, com prejuízos que ultrapassam a casa dos R$ 100 milhões. Alguns compradores relataram perdas individuais que variam entre dezenas de milhares de reais, comprometendo economias de uma vida inteira.
O Ministério Público investiga o caso e apura suspeitas de ocultação de patrimônio, irregularidades administrativas e possível desvio de recursos. A cooperativa é alvo de ações judiciais que buscam a sua liquidação como forma de tentar ressarcir, ao menos parcialmente, os consumidores lesados.
Mesmo com a possibilidade de leilão do terreno, avaliado em aproximadamente R$ 100 milhões, especialistas apontam que o valor pode ser insuficiente para cobrir o total das dívidas, estimadas em cerca de R$ 187 milhões, o que aumenta a incerteza das vítimas quanto à recuperação dos valores investidos.
O caso do chamado “condomínio fantasma” reacende o alerta sobre os riscos na compra de imóveis por meio de cooperativas ou empreendimentos sem registro formal de incorporação imobiliária. Especialistas em direito imobiliário orientam que compradores verifiquem o registro do empreendimento em cartório, a idoneidade da empresa responsável e a existência de garantias legais antes de firmar contratos.
A situação reforça a importância da informação, da transparência e da fiscalização no mercado imobiliário, especialmente para evitar que consumidores sejam vítimas de golpes que envolvem o sonho da casa própria e causam impactos financeiros e emocionais de longo prazo.
Fonte: R7