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Censo Condominial 2025 revela alta das taxas, baixa remuneração de síndicos e recorde de inadimplência

Levantamento nacional indica aumento no custo de vida em condomínios, inadimplência próxima de 12% e sobrecarga crescente na gestão condominial.

Censo Condominial 2025 revela alta das taxas, baixa remuneração de síndicos e recorde de inadimplência
Foto: Foto: Reprodução

O Censo Condominial 2025/26 revela um panorama preocupante para a gestão condominial brasileira. De acordo com o levantamento, elaborado com dados do IBGE, Receita Federal e uCondo, morar em condomínio no país ficou mais caro e mais complexo, ao mesmo tempo em que a remuneração dos principais gestores — os síndicos — permanece desproporcional às responsabilidades assumidas.

O estudo indica que o Brasil já contabiliza 327 mil condomínios e cerca de 39 milhões de moradores, consolidando esse modelo de moradia como uma das principais formas de habitação urbana. Apesar desse crescimento, a função de síndico segue sub-remunerada: a média nacional é de apenas R$ 1.520, valor abaixo das exigências técnicas, legais e operacionais que o cargo exige. O cenário reforça a dificuldade de atrair gestores capacitados e manter a profissionalização do setor.

Outro dado que chama atenção é o aumento contínuo das taxas condominiais. Em 2022, o valor médio nacional era de R$ 413; em 2025, o montante já alcança R$ 516. A elevação está relacionada a reajustes contratuais, expansão dos custos de manutenção, inflação de serviços terceirizados e investimentos em segurança, tecnologia e infraestrutura predial.

Paralelamente ao aumento das despesas, a inadimplência atingiu 11,95%, o maior patamar da série histórica. O índice coloca pressão adicional sobre os caixas condominiais, compromete o equilíbrio financeiro das edificações e eleva o risco de atrasos em serviços essenciais, como manutenção predial, limpeza, vigilância e reparos emergenciais.

O Censo aponta ainda outro fator de sobrecarga: apenas em 2025, os síndicos registraram mais de 308 mil solicitações de moradores. As demandas variam entre reclamações de barulho, pedidos administrativos, solicitações de manutenção e questionamentos sobre uso de áreas comuns. A alta demanda evidencia a crescente complexidade da vida em condomínio, que exige respostas rápidas, conhecimento jurídico e capacidade de gestão.

Em um cenário marcado por custos ascendentes, inadimplência elevada e aumento da pressão sobre administradores, o Censo Condominial 2025/26 reforça a urgência de práticas profissionais, modernização de processos e valorização da atividade condominial. Para especialistas, o futuro dos condomínios brasileiros dependerá diretamente da capacidade de aperfeiçoar a gestão, investir em tecnologia e fortalecer o papel do síndico como agente central da administração predial.

Fonte: O Globo