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Casal usa criança para furtar apartamento alugado em Praia Grande: câmeras registram toda a ação

Criminosos levaram eletrônicos, objetos pessoais e até papel higiênico de imóvel alugado por plataforma digital; proprietária denuncia falta de responsabilidade da empresa intermediadora.

Casal usa criança para furtar apartamento alugado em Praia Grande: câmeras registram toda a ação
Foto: Foto: Reprodução

Casal usa criança para furtar apartamento alugado por plataforma digital em Praia Grande (SP)

Um caso de furto inusitado e preocupante foi registrado em Praia Grande, no litoral sul de São Paulo. Um casal acompanhado de uma criança foi flagrado por câmeras de segurança furtando diversos objetos de um apartamento alugado por meio de uma plataforma digital de hospedagem.

As imagens mostram o casal chegando ao local em um carro por aplicativo e sendo recebido pelo marido da proprietária, Regina, que havia disponibilizado o imóvel para aluguel de fim de semana. Pouco mais de uma hora depois, as câmeras registraram o trio deixando o edifício com vários pertences da residência.

A criança aparece carregando uma caixa, enquanto o homem transporta duas televisões e a mulher uma mala cheia de objetos. De acordo com Regina, além dos eletrônicos, foram levados utensílios domésticos e até produtos de uso básico, como papel higiênico e tapetes.

“Eles agiram com muita naturalidade, como se estivessem apenas saindo para passear. Quando percebi, já era tarde. Descobri o furto ao verificar as câmeras pelo monitoramento remoto”, relatou a proprietária ao portal R7.

Segundo a vítima, o casal forneceu informações falsas na plataforma no momento da reserva, o que dificultou a identificação dos responsáveis. Embora a empresa tenha excluído permanentemente o perfil dos infratores, nenhum ressarcimento foi oferecido à proprietária, que arcou com todo o prejuízo sozinha.

Especialistas em direito digital e imobiliário afirmam que, em casos como este, as plataformas intermediadoras podem ser responsabilizadas judicialmente, já que atuam como elo de confiança entre locadores e locatários.

“Quando a empresa intermedeia a locação, ela assume parte da responsabilidade pela verificação dos dados e pela segurança da transação. A omissão nesse processo pode gerar responsabilidade civil solidária”, explica o advogado condominialista Dr. Márcio Rachkorsky.

O caso foi registrado como furto pela Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP), e a Polícia Civil investiga a identidade dos envolvidos. A participação da criança, usada como disfarce para reduzir suspeitas, chamou a atenção das autoridades.

O episódio levanta novamente o debate sobre segurança em locações de temporada e a falta de fiscalização nas plataformas digitais, especialmente em imóveis localizados em condomínios residenciais. Para síndicos e administradores, é essencial reforçar protocolos de controle de acesso e exigir a identificação completa de hóspedes temporários.

A situação vivida por Regina serve de alerta para proprietários e gestores condominiais: a confiança nas plataformas de aluguel deve vir acompanhada de verificações adicionais, como contratos formais, cadastros de visitantes e monitoramento ativo.

Fonte: R7