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Casais denunciam golpe com apartamento em Copacabana

Mulher presa por suspeita de fraude imobiliária é acusada de enganar vítimas em negociações de imóvel na Zona Sul do Rio de Janeiro

Casais denunciam golpe milionário envolvendo venda e aluguel de apartamento em Copacabana
Foto: Michele Coelho Montenegro, a falsa advogada presa sob suspeita de fraude milionária na venda de obras de arte — Foto: Reprodução

Uma suposta fraude imobiliária envolvendo um apartamento localizado em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, está sendo investigada pela Polícia Civil após dois casais denunciarem prejuízos relacionados à venda e ao aluguel do mesmo imóvel. O caso ganhou repercussão após a prisão de uma mulher suspeita de atuar como falsa advogada e de participar de um esquema de estelionato que pode ter causado prejuízos milionários.

Segundo as investigações, a suspeita teria construído uma imagem de credibilidade ao se apresentar como advogada e herdeira de um grande patrimônio. Com isso, conquistava a confiança das vítimas e intermediava negociações envolvendo imóveis de alto padrão e outros bens de elevado valor.

De acordo com os relatos, um dos casais teria sido envolvido em negociações relacionadas à compra do imóvel, enquanto outro afirma ter sofrido prejuízos em tratativas ligadas à locação da mesma unidade. As circunstâncias levantaram suspeitas sobre a utilização do apartamento em diferentes operações supostamente fraudulentas.

A prisão da investigada ocorreu durante a Operação Tela Falsa, conduzida pela Delegacia de Defraudações (DDEF). As apurações apontam que a mulher utilizava promessas de negócios lucrativos para convencer vítimas a realizar pagamentos antecipados e transferências financeiras. Durante a investigação, os agentes identificaram indícios de documentos supostamente falsificados, comprovantes bancários sem respaldo financeiro e cheques devolvidos por fraude.

Além das negociações imobiliárias, o inquérito também apura possíveis irregularidades envolvendo obras de arte de alto valor. Conforme a Polícia Civil, o prejuízo total causado às vítimas ultrapassa R$ 2 milhões.

O caso serve de alerta para compradores, vendedores e locatários sobre a importância de verificar a documentação dos imóveis, a habilitação dos profissionais envolvidos nas negociações e a autenticidade de contratos e comprovantes financeiros antes da realização de qualquer pagamento.

Especialistas do setor imobiliário recomendam que transações envolvendo imóveis sejam conduzidas com acompanhamento jurídico adequado, consulta aos registros oficiais e conferência prévia da situação do imóvel e das partes envolvidas, reduzindo os riscos de fraudes e prejuízos financeiros.

As investigações seguem em andamento e a Polícia Civil não descarta a existência de outras vítimas relacionadas ao esquema.

Fonte: O Globo