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Cano estoura, alaga apartamentos e causa prejuízo a moradores no DF

Vazamento atinge condomínio no SIG, deixa famílias com prejuízos e levanta questionamentos sobre a responsabilidade da administração.

Cano estoura, alaga apartamentos e causa prejuízo a moradores no DF
Foto: Imagem ilustrativa

Cano estoura, alaga apartamentos e gera prejuízo a moradores de condomínio no DF

Um rompimento de cano provocou um alagamento de grandes proporções em um edifício residencial localizado no Setor de Indústrias Gráficas (SIG), no Distrito Federal, na madrugada desta quarta-feira (28). O incidente deixou diversos apartamentos inundados, causando prejuízos materiais significativos aos moradores, que perderam móveis, eletrodomésticos e equipamentos eletrônicos.

Imagens feitas pelos próprios moradores revelam a gravidade da situação. A água jorrava por luminárias no teto, escorria pelas paredes, saía de tomadas e transformou as escadas que dão acesso ao quarto andar em uma verdadeira cascata.

Segundo os relatos, o problema começou por volta da meia-noite, quando um forte barulho foi ouvido pelos residentes. O som, segundo eles, já indicava o rompimento de um cano ligado diretamente à caixa d’água, que fica posicionada sobre o quarto andar do prédio.

"Assim que ouvimos o barulho, já percebemos que o cano havia estourado. Infelizmente, não é a primeira vez que isso acontece aqui", relatou a moradora Jéssica Rodrigues.

Moradores também relataram que parte deles já estava dormindo no momento do incidente e foram surpreendidos pela chegada do Corpo de Bombeiros.

“Minha cunhada bateu na porta desesperada, avisando que os bombeiros estavam no prédio. Abri a porta e eles disseram que precisavam fazer uma vistoria para avaliar se havia risco para a estrutura”, contou Deise Costa, outra moradora afetada.

O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal foi acionado e realizou uma inspeção emergencial no edifício. Após avaliação, os militares constataram que, apesar dos estragos, não há risco estrutural para o prédio. No entanto, algumas unidades permanecem com restrições no fornecimento de energia elétrica devido aos danos nos sistemas elétricos, que ficaram comprometidos pela infiltração da água. O restabelecimento da energia depende de uma nova avaliação técnica especializada.

Até o momento, a administração do condomínio não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido, tampouco sobre eventuais medidas para ressarcir os prejuízos dos moradores ou ações imediatas para reparo da rede hidráulica. A omissão levanta questionamentos sobre possíveis falhas na manutenção preventiva do edifício e sobre a responsabilidade civil da gestão condominial.

O episódio reacende o debate sobre a importância da manutenção periódica das instalações prediais, especialmente das redes hidráulicas e elétricas, e serve como alerta para outros condomínios da região. Além dos danos materiais, os transtornos gerados reforçam a necessidade de protocolos claros de emergência e de responsabilidade no atendimento às demandas dos condôminos.

A reportagem seguirá acompanhando o caso e atualizando com novos desdobramentos.

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Fonte: G1