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Cobranças abusivas colocam famílias em risco

Audiência pública busca soluções para impedir que famílias de baixa renda sofram execuções e penhoras decorrentes de taxas condominiais consideradas excessivas.

Câmara debate cobranças abusivas e risco de perda de imóveis em condomínios do Minha Casa, Minha Vida
Foto: Foto: Reprodução

A Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados promove, nesta terça-feira (25), uma audiência pública para discutir as cobranças consideradas abusivas aplicadas por administradoras privadas em condomínios do programa Minha Casa, Minha Vida. O encontro, marcado para as 10h no plenário 3, pretende reunir especialistas, representantes de moradores e autoridades para avaliar os impactos financeiros que têm comprometido a permanência de famílias de baixa renda em suas moradias.

O debate, solicitado pelo deputado Pedro Uczai (PT-SC), surge diante de um cenário crescente de inadimplência condominial em diversos empreendimentos do programa habitacional, especialmente em Santa Catarina. Segundo o parlamentar, taxas elevadas vêm resultando na abertura de processos de execução e penhora, colocando em risco a segurança residencial de centenas de beneficiários.

O caso mais crítico, segundo Uczai, ocorre na comarca de Jaraguá do Sul (SC), onde já tramitam processos de execução contra ao menos 115 proprietários. As ações, movidas por inadimplência de taxas consideradas excessivas, podem culminar na perda definitiva dos imóveis — um cenário alarmante para famílias que já enfrentam condições socioeconômicas delicadas.

“Essas pessoas estão sujeitas a perderem suas residências”, destacou o deputado ao justificar o pedido de audiência.

A expectativa é que o debate esclareça a realidade vivida pelos moradores, proponha alternativas jurídicas e administrativas e avalie medidas eficazes para proteger o direito à moradia digna, princípio que fundamenta o programa Minha Casa, Minha Vida. Entre as possíveis soluções, estão a revisão de contratos com administradoras privadas, o fortalecimento da transparência na cobrança de taxas e a criação de mecanismos que impeçam execuções injustas.

Para especialistas em gestão condominial, o problema revela a urgência de regulamentar práticas administrativas em condomínios populares, garantindo equilíbrio financeiro, previsibilidade e proteção às famílias vulneráveis. A discussão, portanto, é vista como um passo essencial para assegurar segurança habitacional, reduzir conflitos e garantir a permanência dos beneficiários em suas unidades.

A audiência pública é aberta à participação da sociedade, que pode enviar perguntas e contribuições pelo portal da Câmara, reforçando o caráter colaborativo da iniciativa. O objetivo central é encontrar caminhos que preservem o direito à moradia e evitem que cobranças indevidas comprometam um patrimônio conquistado com esforço e esperança por milhares de famílias brasileiras.

Fonte: Câmara dos Deputados