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Cadela cai do 12º andar e morre em condomínio de Florianópolis após falha em proteção de sacada

Animal de quatro meses conseguiu abrir espaço na tela de proteção recém-instalada; caso reacende alerta sobre segurança de pets em condomínios.

Cadela cai do 12º andar e morre em condomínio de Florianópolis após falha em proteção de sacada
Foto: Foto: Reprodução

A morte de uma cadela de quatro meses, da raça Lulu da Pomerânia, reacendeu o debate sobre segurança de pets em condomínios de Florianópolis. O acidente ocorreu na manhã desta segunda-feira (1º), em um prédio residencial localizado no bairro Itacorubi, quando o animal caiu do 12º andar após conseguir abrir um pequeno espaço na tela de proteção recém-instalada na sacada do apartamento.

Segundo o tutor, o jovem Nicolas Cerri, de 21 anos, a família havia contratado recentemente a instalação da tela justamente para prevenir qualquer risco. Ainda assim, a cadela — de porte muito pequeno — conseguiu puxar parte da proteção para o lado, passando por uma brecha antes de cair de uma altura aproximada de 40 metros. A morte foi imediata.

Em depoimento ao portal TVBV Online, Nicolas relatou a dor da família e reforçou a intenção de proteger o animal. Em uma homenagem publicada nas redes sociais, escreveu:

“Sua levada, vamos sentir muitas saudades. Descanse em paz, comedora de meias.”

O episódio evidencia um ponto de alerta para síndicos, administradores e moradores: a instalação inadequada, materiais de baixa resistência ou falhas na fixação das telas de proteção podem colocar animais e crianças em risco real, mesmo quando o equipamento parece visualmente seguro. Para pets de pequeno porte, brechas milimétricas podem representar perigo.

Especialistas em segurança condominial reforçam que, além da instalação profissional, é essencial realizar vistorias periódicas, avaliar a resistência do material, garantir a correta fixação dos ganchos e observar sinais de desgaste ou folga na estrutura. Em casos de animais muito pequenos, reforços adicionais podem ser recomendados.

O caso também reacende a discussão sobre responsabilidade compartilhada: embora a contratação e manutenção das proteções seja de responsabilidade do morador, condomínios podem — e devem — promover orientações, campanhas educativas e recomendações técnicas, reduzindo riscos dentro das unidades e protegendo vidas.

A fatalidade em Florianópolis serve como alerta para que condomínios e moradores reforcem protocolos de segurança, evitando que episódios semelhantes voltem a ocorrer.

Fonte: TVBV