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Cachorra agredida em elevador de condomínio no Leblon se recupera, e caso reacende debate sobre segurança e responsabilidade com pets

Idosa de 14 anos, a cadelinha Xena passa bem após agressão registrada por câmeras do prédio; passeador foi demitido e investigação avança na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente.

Cachorra agredida em elevador de condomínio no Leblon se recupera, e caso reacende debate sobre segurança e responsabilidade com pets
Foto: Foto: Reprodução

A agressão registrada por câmeras de segurança dentro de um elevador de condomínio no Leblon, Zona Sul do Rio, continua repercutindo entre moradores, protetores de animais e especialistas em segurança condominial. A cadelinha Xena, de aproximadamente 14 anos, aparece sendo violentamente puxada pela coleira por um passeador de cães que prestava serviços à empresa Happy Dog.

Segundo a tutora, Talita Veloso, Xena está se recuperando em casa e já voltou a demonstrar comportamento ativo, embora ainda vá passar por exames veterinários para verificar possível lesão na traqueia — área que sofreu maior impacto durante as agressões. Em suas redes sociais, Talita agradeceu o apoio e emocionou seguidores ao afirmar que espera que o agressor seja preso. “Minha princesa guerreira está bem. Não podemos descansar enquanto esse monstro não for parar na cadeia”, escreveu.

A empresa responsável pelo serviço, Happy Dog, divulgou carta aberta anunciando a demissão imediata do prestador e lamentando o episódio. A proprietária relatou que a conduta do funcionário “não representa a essência da empresa” e que medidas cabíveis estão sendo tomadas para apoiar a tutora e acompanhar o andamento da investigação.

O caso foi inicialmente denunciado pelo grupo Nas Garras da Lei, formado por voluntários da segurança pública dedicados à defesa de animais vítimas de maus-tratos. As imagens do elevador, divulgadas nas redes sociais, mostram a violência e provocaram forte comoção.

De acordo com a Polícia Civil, a ocorrência está sob responsabilidade da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), que conduz diligências para esclarecer os fatos e identificar todas as circunstâncias do crime. A agressão enquadra-se em maus-tratos a animais, previsto na legislação brasileira e passível de punição com detenção e multa.

Para especialistas em segurança condominial, o caso serve como alerta importante aos síndicos e administradoras: a entrada de prestadores terceirizados precisa ser acompanhada por protocolos claros, cadastramento minucioso, treinamento de porteiros e acesso monitorado por câmeras. A proteção aos animais residentes também integra as boas práticas de convivência e responsabilidade coletiva.

O episódio coloca novamente em debate a necessidade de condomínios reforçarem sistemas de vigilância, políticas internas de bem-estar animal e canais de denúncia para que situações como essa sejam identificadas prontamente e tratadas com rigor.

Fonte: Anda