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PM é indiciado por furtos em mercado de condomínio

Policial militar é investigado por praticar furto qualificado em continuidade delitiva na conveniência de um residencial em Teresina

Cabo da PM do Piauí é indiciado por furtar mercadorias dentro de mercado de condomínio
Foto: Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Piauí indiciou o cabo da Polícia Militar H. A. C. N. por furto qualificado em continuidade delitiva após investigação apontar que ele teria subtraído mercadorias de uma loja de conveniência localizada dentro do condomínio Jardins do Norte 3, na zona norte de Teresina (PI).

A apuração foi conduzida pela 3ª Delegacia Seccional, e o relatório final da investigação foi assinado pelo delegado Francis Eduardo Branquinho de Almeida Lira. No inquérito, apurou-se que o cabo frequentava o condomínio porque sua companheira reside no local, o que facilitava o acesso ao mercado interno.

A loja em questão, a Nomerkado Conveniência LTDA, é de uso comunitário e oferece funcionamento dentro do residencial. Os moradores têm acesso ao estabelecimento por meio de cadastro em aplicativo digital, modalidade que foi aproveitada pelo policial militar, segundo as investigações, para realizar os furtos com mais facilidade.

De acordo com a apuração, H. A. C. N. teria repetido a conduta diversas vezes, caracterizando continuidade delitiva — ou seja, a repetição sistemática dos furtos. O indiciamento por crime qualificado indica que ele pode responder por penas mais severas, especialmente considerando a natureza do crime e o local em que ocorreu.

Especialistas em segurança condominial apontam que casos como esse revelam a importância de controles rigorosos no acesso a lojas internas, mesmo em condomínios residenciais. A combinação de credenciais de morador (via app), circulação rotineira de pessoas e baixo controle pode abrir brechas para práticas ilícitas, especialmente se não houver vigilância eficiente.

Já para o segmento jurídico, a apuração demonstra como a estrutura de convivência condominial e serviços de conveniência precisam considerar riscos relacionados à integridade física e patrimonial, mesmo entre moradores “de confiança”. A identificação de crimes cometidos por profissionais de segurança pública dentro de residenciais reforça a urgência de políticas preventivas.

Atualmente, o caso segue em investigação, e a Polícia Civil aguarda novos desdobramentos, incluindo a análise de registros de entrada, vídeos internos, movimentações financeiras e possíveis comparsas. Para moradores, o episódio acende o alerta para atividades ilícitas que podem ocorrer mesmo onde a convivência é aparentemente tranquila.

Fonte: GP1