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Brasil lidera compra de elétricos chineses

País lidera importações de veículos elétricos fabricados na China, impulsionado pela expansão da mobilidade sustentável e pelo crescimento da demanda no mercado nacional

Brasil se torna o maior comprador de carros elétricos chineses no mundo
Foto: Imagem ilustrativa

Brasil se torna o maior comprador de carros elétricos chineses no mundo

O Brasil assumiu a liderança mundial na importação de veículos fabricados na China. Entre janeiro e maio de 2026, o país importou US$ 5,2 bilhões em automóveis de todas as motorizações, superando a Rússia, que registrou US$ 5 bilhões no mesmo período. Os dados são da Alfândega Chinesa e mostram um crescimento de 146% em relação aos cinco primeiros meses de 2025.

O principal motor desse avanço foi a expansão das importações de veículos eletrificados, categoria que engloba carros elétricos a bateria, híbridos convencionais e híbridos plug-in. Somente nesse segmento, o Brasil adquiriu o equivalente a US$ 4,5 bilhões, conforme levantamento do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC).

Os números revelam ainda que os veículos eletrificados representaram 15% de tudo o que o Brasil importou da China no primeiro semestre de 2026. Somando os três segmentos — elétricos, híbridos convencionais e híbridos plug-in —, as importações alcançaram US$ 5,35 bilhões, valor superior ao total de produtos importados da França no período, que somaram US$ 2,6 bilhões.

O levantamento mostra que a China domina o mercado brasileiro de veículos eletrificados, sendo responsável por 88% das importações desse tipo de automóvel. Em seguida aparecem Alemanha (3,1%), Japão (1,6%) e Estados Unidos (1,4%).

Importações cresceram antes do aumento das tarifas

Segundo o CEBC, as importações de veículos eletrificados aceleraram significativamente nos meses que antecederam o reajuste das tarifas de importação. Em março, o Brasil importou US$ 719,2 milhões em veículos eletrificados. O valor subiu para US$ 764,4 milhões em abril, alcançou US$ 1,36 bilhão em maio e atingiu o recorde de US$ 1,86 bilhão em junho.

Esse movimento foi impulsionado pelo fim dos incentivos governamentais. Até junho, as importações contavam com benefícios fiscais. A partir de julho de 2026, passou a valer a alíquota de 35% de imposto de importação para todos os tipos de veículos eletrificados.

Além disso, o governo estabeleceu uma nova cota de importação de US$ 463 milhões, distribuída entre US$ 84,5 milhões para híbridos convencionais, US$ 281 milhões para híbridos plug-in e US$ 97,5 milhões para veículos totalmente elétricos, com validade até dezembro de 2026.

Demanda continua aquecida

Mesmo com o aumento das tarifas, a procura por veículos eletrificados continua em crescimento no mercado brasileiro. De acordo com a Fenabrave, foram emplacados 244.942 automóveis e comerciais leves eletrificados no primeiro semestre de 2026.

O volume já se aproxima do total registrado durante todo o ano de 2025, quando foram comercializadas 285.097 unidades, indicando que a demanda por veículos de baixa emissão segue em expansão.

O avanço da eletrificação da frota também impacta diretamente os condomínios residenciais e comerciais. Com o aumento do número de proprietários de carros elétricos e híbridos, cresce a necessidade de instalação de pontos de recarga, adequação das redes elétricas e planejamento da infraestrutura predial para atender à nova realidade da mobilidade urbana.

Fonte: Terra