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Brasil registra mais de 23 mil casos de atuação ilegal na corretagem de imóveis

Fiscalização identificou 23.250 casos de exercício ilegal da profissão em 2025 entre mais de 520 mil ações realizadas

Brasil registra mais de 23 mil casos de atuação ilegal na corretagem de imóveis

Brasil registra mais de 23 mil casos de atuação ilegal na corretagem de imóveis

A fiscalização realizada pelos conselhos regionais de corretores de imóveis identificou 23.250 casos de exercício ilegal da profissão em 2025. Os dados fazem parte de um levantamento que reúne informações das ações realizadas pelos 25 conselhos regionais existentes no país.

Ao longo do ano, foram realizadas 520.491 fiscalizações em todo o território nacional. Desse total, 390.743 resultaram em registros de constatação, 53.488 deram origem a autos de infração e outras 53.010 terminaram em notificações.

Os números, entretanto, não devem ser somados como se representassem ocorrências independentes. Uma mesma fiscalização pode gerar diferentes tipos de registros e posteriormente resultar na abertura de processo disciplinar.

Fiscalização alcançou mais de 520 mil ações

O levantamento mostra a dimensão das atividades realizadas pelos conselhos regionais responsáveis pela fiscalização do exercício profissional no setor imobiliário.

São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul concentraram 73,37% das fiscalizações realizadas em 2025. Segundo os dados divulgados, o volume de ações realizadas pelo sistema de conselhos supera o registrado em outros sistemas de fiscalização profissional, incluindo os segmentos de contabilidade e representação comercial.

Entre os resultados das diligências estão registros de constatação, autos de infração e notificações. Esses instrumentos fazem parte da atividade de fiscalização e podem dar origem a procedimentos posteriores, conforme a situação identificada em cada caso.

Exercício ilegal aparece em meio à expansão do mercado

Os 23.250 casos de exercício ilegal identificados pelos conselhos foram registrados em um período de expansão do mercado imobiliário brasileiro.

O país possui aproximadamente 650 mil corretores de imóveis ativos, número que cresceu cerca de 60% nos últimos cinco anos. O aumento da quantidade de profissionais ocorre paralelamente à movimentação de recursos e ao crescimento das negociações envolvendo imóveis.

Dados atribuídos à Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) indicam que foram lançados 453 mil imóveis residenciais, enquanto mais de 426 mil unidades foram vendidas. Juntas, essas negociações movimentaram aproximadamente R$ 292,3 bilhões.

Nesse cenário, a fiscalização dos profissionais que atuam na intermediação de negócios imobiliários ganha importância para o funcionamento regular do mercado e para a identificação de pessoas que exercem atividades de corretagem sem o registro ou a autorização profissional exigidos.

Dados foram levantados pelos conselhos regionais

O levantamento considera informações produzidas pelos 25 conselhos regionais existentes no país. A atuação desses órgãos envolve ações de fiscalização destinadas a verificar o exercício regular da atividade profissional.

As fiscalizações podem resultar em diferentes registros, de acordo com aquilo que é identificado durante cada diligência. Por esse motivo, os números apresentados no levantamento precisam ser interpretados considerando a metodologia utilizada e a possibilidade de uma mesma ação gerar mais de um tipo de ocorrência administrativa.

A identificação de uma situação durante uma fiscalização também não significa, por si só, que todos os registros terão o mesmo desdobramento. Conforme os dados divulgados, determinados casos podem posteriormente resultar em processos disciplinares.

Atuação irregular exige atenção no mercado imobiliário

A corretagem de imóveis envolve operações de compra, venda e intermediação de propriedades que podem representar valores elevados para consumidores e investidores.

Nesse contexto, a atuação de profissionais devidamente registrados permite ao consumidor identificar quem está habilitado para exercer a atividade de corretagem dentro das regras profissionais aplicáveis.

Para quem participa de uma negociação imobiliária, a verificação da regularidade do profissional pode fazer parte dos cuidados adotados antes da contratação de serviços de intermediação.

A fiscalização realizada pelos conselhos regionais busca justamente identificar situações de exercício profissional irregular e outras ocorrências relacionadas à atividade de corretagem. Os números registrados em 2025 mostram a dimensão desse trabalho em todo o país.

Mercado movimentou R$ 292,3 bilhões

O levantamento também apresenta o contexto econômico no qual ocorre a atuação dos profissionais do setor.

Os dados da CBIC citados nas reportagens apontam 453 mil lançamentos residenciais e mais de 426 mil unidades vendidas. As operações representaram aproximadamente R$ 292,3 bilhões em movimentação.

A expansão do mercado amplia a quantidade de negócios envolvendo imóveis e, consequentemente, a atuação de profissionais responsáveis pela intermediação dessas operações.

Ao mesmo tempo, o crescimento do setor mantém a necessidade de fiscalização sobre o exercício da atividade profissional, especialmente diante dos registros de pessoas que atuaram sem a regularidade exigida.

Fiscalização acompanha crescimento do setor

Os dados divulgados em setembro de 2026 têm como referência as fiscalizações realizadas durante todo o ano de 2025. Portanto, os 23.250 casos não representam ocorrências registradas em 2026, mas o resultado das ações de fiscalização realizadas no período anterior.

A distinção é importante para a interpretação dos números, principalmente porque o mercado imobiliário continua passando por mudanças e os indicadores de fiscalização podem variar de um período para outro.

O levantamento mostra, contudo, que a atividade de fiscalização alcançou mais de meio milhão de ações em 2025 e identificou milhares de situações relacionadas ao exercício ilegal da corretagem.

Para o mercado imobiliário, os dados reforçam a importância da regularidade profissional nas operações de compra, venda e intermediação de imóveis e da atuação dos conselhos regionais na fiscalização do setor.