Bradesco eleva juros imobiliários: e os outros bancos?
Banco elevou a taxa mínima do financiamento imobiliário; entenda os motivos do reajuste e veja como estão as condições oferecidas por outras instituições financeiras

Bradesco sobe juros do crédito imobiliário: por quê? E os outros bancos?
O Bradesco elevou a taxa mínima do crédito imobiliário residencial de 11,7% para 15% ao ano, acrescida da Taxa Referencial (TR). A mudança entrou em vigor em 26 de outubro de 2026 e pode encarecer o financiamento da casa própria para novos clientes.
Segundo reportagem do InfoMoney, publicada em 28 de outubro, o reajuste está relacionado à alta dos juros futuros e às condições do mercado financeiro, que pressionam os custos de captação de recursos utilizados pelos bancos para conceder crédito.
Mas o que motivou o aumento? E como estão as taxas oferecidas por outras instituições financeiras?
Por que o Bradesco aumentou os juros?
A decisão ocorre em um cenário de alta dos juros futuros e maior instabilidade no mercado financeiro. Esse movimento pode elevar o custo de captação dos bancos, influenciando as condições oferecidas aos clientes que buscam financiamento imobiliário.
As instituições financeiras utilizam diferentes fontes para financiar suas operações, incluindo recursos da poupança e instrumentos como as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs). As condições de captação e as expectativas para os juros influenciam o custo de disponibilização desses recursos.
No crédito imobiliário, esse cenário exige atenção especial porque os contratos costumam ter prazos longos. Os bancos precisam considerar os custos envolvidos na operação e os riscos associados ao financiamento ao longo do tempo.
De acordo com a reportagem do InfoMoney, o Bradesco atribuiu a atualização das taxas à elevação dos juros praticados no mercado.
E os outros bancos?
Até a publicação da reportagem, outras instituições financeiras não haviam anunciado reajustes semelhantes.
Confira as informações apresentadas pelo InfoMoney:
Santander: informou que acompanha os indicadores econômicos e as condições do mercado imobiliário. Segundo a reportagem, as taxas partiam de 11,69% ao ano, mais a TR.
Itaú Unibanco: afirmou que monitora o mercado para avaliar a necessidade de eventuais ajustes. As taxas mínimas mencionadas na reportagem eram de 11,99% ao ano, mais a TR.
Sicredi: informou que não previa alterações nos spreads naquele momento e destacou a importância estratégica do financiamento imobiliário.
Banco do Brasil: não respondeu aos questionamentos da reportagem por estar em período de silêncio relacionado à divulgação do balanço do terceiro trimestre.
As taxas citadas são referências e podem variar conforme o perfil do cliente, a modalidade de crédito e as condições de cada operação.
O aumento pode chegar aos demais bancos?
O reajuste do Bradesco não significa que todas as instituições financeiras aumentarão suas taxas imediatamente. Cada banco possui estratégias comerciais, fontes de recursos e critérios próprios para definir as condições dos financiamentos.
No entanto, a alta dos juros futuros pode pressionar os custos de captação e influenciar as decisões das instituições. A evolução desse cenário será importante para avaliar se o aumento ficará restrito a determinadas linhas de crédito ou se haverá mudanças mais amplas no mercado.
O que muda para quem pretende financiar um imóvel?
O aumento dos juros pode elevar o custo total do financiamento e afetar o planejamento financeiro de quem pretende comprar a casa própria.
Por isso, antes de contratar o crédito, é importante comparar as condições oferecidas por diferentes instituições. Além da taxa de juros nominal, o consumidor deve observar o Custo Efetivo Total (CET), que considera os encargos e as despesas da operação.
Também é recomendável realizar simulações com diferentes valores de entrada e prazos de pagamento, avaliando o impacto das prestações no orçamento familiar.
O movimento do Bradesco reforça a importância de acompanhar as condições de crédito em um mercado imobiliário influenciado pelas decisões dos bancos e pelas expectativas econômicas.