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Bebeto enfrenta cobrança judicial por dívida de condomínio

Ex-jogador acumulou 19 cotas condominiais em aberto e, após acordo parcialmente cumprido, condomínio pediu bloqueio de valores na Justiça

Bebeto é alvo de cobrança judicial por dívida de condomínio que passa de R$ 28 mil no Rio
Foto: Reprodução

O ex-jogador Bebeto, campeão mundial com a Seleção Brasileira em 1994, é alvo de uma cobrança judicial por débitos de condomínio relacionados a um imóvel localizado no Condomínio Santa Mónica, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo o processo, ainda permanece um saldo de R$ 28.670,44 em aberto.

A dívida teve origem em 19 cotas condominiais não pagas, sendo 11 referentes a 2025 e outras oito relativas a 2026. Com a inclusão de honorários advocatícios e despesas judiciais, o débito chegou inicialmente a R$ 67.049,30.

Acordo de parcelamento não teria sido cumprido integralmente

Durante o andamento da cobrança, Bebeto e a esposa, Denise, chegaram a um acordo com o condomínio para parcelar o débito. Parte dos valores foi depositada judicialmente durante a negociação.

De acordo com a administração do residencial, entretanto, o compromisso não foi cumprido integralmente. Ao longo do processo, foram depositados R$ 38.378,86 em juízo, mas o condomínio sustenta que a quantia não foi suficiente para quitar a dívida existente.

Com a permanência de um saldo pendente, a cobrança judicial prosseguiu e o condomínio passou a buscar novas medidas para garantir o recebimento dos valores devidos.

Condomínio pede bloqueio de valores nas contas

Diante do débito remanescente, o Condomínio Santa Mónica solicitou à Justiça a penhora online de valores existentes nas contas de Bebeto e Denise.

O pedido busca garantir o pagamento integral da dívida condominial. A ação tramita na 4ª Vara Cível da Leopoldina, no Rio de Janeiro.

A penhora de valores em contas bancárias é uma das medidas que podem ser utilizadas no processo de execução para tentar assegurar o cumprimento de uma obrigação reconhecida judicialmente, observados os limites previstos pela legislação.

Divergência envolve envio dos boletos

Durante o processo, Denise afirmou que não recebe os boletos referentes às cotas condominiais e que essa seria uma das razões para não conseguir efetuar os pagamentos restantes.

A administração do condomínio, porém, contesta a justificativa apresentada. Segundo o residencial, os boletos são encaminhados normalmente para o endereço de e-mail cadastrado no sistema do condomínio em nome de Denise.

A divergência passou a integrar o contexto da cobrança judicial, enquanto permanece pendente a quitação do saldo apontado pelo condomínio.

Inadimplência pode gerar cobrança judicial

O caso chama atenção para uma situação recorrente na gestão condominial: o acúmulo de cotas em atraso e a necessidade de adoção de medidas de cobrança para preservar a arrecadação do condomínio.

As cotas condominiais são utilizadas para financiar despesas essenciais do empreendimento, incluindo manutenção, conservação, segurança, funcionários e demais serviços necessários ao funcionamento das áreas comuns. Quando os pagamentos deixam de ser realizados, o impacto pode alcançar o planejamento financeiro de toda a coletividade.

A permanência da inadimplência também pode fazer com que o débito aumente em razão dos encargos previstos e das despesas relacionadas à cobrança, como ocorreu no processo envolvendo o imóvel de Bebeto.

Dívida chegou a R$ 67 mil durante o processo

O valor inicialmente cobrado chama atenção pela diferença entre as cotas condominiais em atraso e o montante alcançado após a inclusão dos demais encargos.

As 19 cotas que deram origem à cobrança fizeram o débito chegar a R$ 67.049,30 quando foram considerados honorários advocatícios e despesas judiciais. Posteriormente, R$ 38.378,86 foram depositados judicialmente durante a tentativa de negociação, restando, segundo o condomínio, R$ 28.670,44 a serem pagos.

O episódio demonstra como uma dívida condominial pode adquirir proporções maiores quando permanece sem solução e passa a ser discutida judicialmente.

Processo segue na Justiça

Com a alegação de que o acordo não foi cumprido integralmente, o Condomínio Santa Mónica busca agora o bloqueio de valores nas contas de Bebeto e Denise para assegurar a quitação do saldo.

A cobrança permanece em tramitação na 4ª Vara Cível da Leopoldina, e os próximos desdobramentos dependerão das decisões tomadas no processo.

O caso reforça a importância de uma gestão condominial organizada, especialmente no acompanhamento da inadimplência e na adoção de mecanismos de cobrança capazes de preservar o equilíbrio financeiro do condomínio sem comprometer a continuidade dos serviços oferecidos aos moradores.

Fonte: Tempo Real