Após apagão em SP, moradores relatam descaso e risco a medicamentos em prédios sem energia
Síndicos de condomínios da zona sul de São Paulo destacam impacto da falta de energia em medicamentos, alimentação e rotina dos moradores após ventania derrubar árvores e provocar apagão

Após um apagão que deixou mais de 1,5 milhão de imóveis sem energia elétrica em São Paulo, moradores de condomínios começaram a relatar situações de descaso e risco à saúde, especialmente em relação a medicamentos que precisam de refrigeração, segundo reportagem do Bora Brasil – Band.
Na região do Ipiranga, na zona sul da capital paulista, o síndico de um prédio relatou que muitos moradores idosos dependem de medicamentos que precisam ser mantidos na geladeira e ficaram apreensivos com a falta de energia.
“Estávamos desde às 7h de ontem sem energia. Tem pessoas que tomam remédio que não pode ficar fora da geladeira e não pode ficar sem luz elétrica”, contou Denílson, destacando a dificuldade de comunicação com a concessionária em meio à demanda alta.
O vendaval que atingiu São Paulo na quarta-feira (10) provocou queda de árvores e derrubou a rede elétrica, deixando mais de 1,05 milhão de imóveis sem luz, além de danos em vias e transtornos em toda a capital. Em diversos prédios, moradores ficaram sem energia por um longo período, o que representou risco para alimentos perecíveis e medicamentos sensíveis à temperatura.
Em alguns casos, a energia só foi restabelecida na noite seguinte, quando equipes da concessionária chegaram a oferecer um gerador ao prédio, conforme o relato do síndico. Ele ressaltou que a concessionária não cobrou pelo uso do equipamento, mas a demora e dificuldade de retorno à normalidade geraram críticas.
Em outra área afetada, a Vila Clementina, funcionários de uma escola que funciona como colônia de férias para crianças tiveram de informar os pais sobre a necessidade de retirada dos filhos em razão da queda da energia.
“É um descaso. Depois que a Enel entrou virou um lixo. As coisas estragam na geladeira, a Enel não dá suporte”, disse Moisés, morador da região.
O episódio chamou atenção também para a importância da gestão condominial diante de crises de infraestrutura urbana. Síndicos e administradores destacaram a necessidade de preparação para emergências, incluindo planos de contingência para moradores que dependem de equipamentos elétricos essenciais, como refrigeradores de medicamentos, bombas de água e sistemas de segurança.
Especialistas em gestão condominial apontam que, em situações de apagão, a atuação rápida dos gestores, a comunicação interna eficaz e a cooperação com equipes externas e concessionárias são determinantes para mitigar riscos à saúde e à segurança dos moradores.
Fonte: Band