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Luxo imobiliário chega a R$ 651 milhões

Imóveis em Manhattan combinam áreas superiores a 1.000 m², vistas para o Central Park, serviços exclusivos e preços que ultrapassam US$ 100 milhões

Apartamentos mais caros de Nova York chegam a R$ 651 milhões e revelam o topo do mercado de luxo
Foto: Reprodução

O mercado imobiliário de luxo de Nova York reúne alguns dos apartamentos mais valiosos do mundo. Um levantamento da Forbes identificou imóveis anunciados por até US$ 128 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 651 milhões no câmbio utilizado pela publicação.

Os valores estão concentrados principalmente em Manhattan, região marcada pela escassez de terrenos, alta demanda e presença de edifícios residenciais de altíssimo padrão. Além do preço das unidades, os empreendimentos oferecem estruturas de lazer, serviços e segurança compatíveis com o segmento de luxo.

O levantamento foi realizado a partir de dados de imobiliárias especializadas, entre elas Compass, Douglas Elliman, Corcoran, Sotheby’s International Realty, Serhant e Brown Harris Stevens. Imóveis negociados de maneira privada, sem anúncios públicos, não foram considerados.


Imóvel mais caro ultrapassa US$ 100 milhões

O maior valor encontrado pela Forbes pertence ao The Apex Duplex, localizado na Central Park Tower, na 217 W 57th Street, em Manhattan.

O imóvel está anunciado por US$ 128 milhões, cerca de R$ 651 milhões. A unidade ocupa os 127º e 128º andares do edifício e possui aproximadamente 1.071 m² de área construída.

O apartamento reúne oito quartos, nove banheiros com chuveiro e um lavabo. A entrada leva a uma galeria de aproximadamente 11 metros, enquanto a área social possui teto de quatro metros de altura e grandes painéis de vidro.

As janelas oferecem vistas para o Central Park e para o horizonte de Manhattan, um dos atributos mais valorizados no mercado residencial de luxo da cidade.


Central Park Tower aposta em estrutura de clube

Além das características internas da unidade, os compradores do edifício têm acesso ao Central Park Club, estrutura de lazer com aproximadamente 4.645 m².

O espaço inclui piscina de água salgada, quadra de basquete, quadra de squash, cinema, centro de negócios e salões destinados aos moradores.

A combinação entre apartamento privativo e estrutura compartilhada demonstra uma característica marcante dos condomínios de altíssimo padrão: o empreendimento passa a funcionar como uma espécie de complexo residencial com serviços e equipamentos que ultrapassam as áreas tradicionais de lazer.

Nesse segmento, a infraestrutura coletiva também integra a percepção de valor do imóvel.


Cobertura no 432 Park Avenue aparece na segunda posição

O segundo imóvel mais caro identificado pela Forbes está no 432 Park Avenue, em Midtown East.

A cobertura é anunciada por US$ 88,5 milhões, aproximadamente R$ 451 milhões, e ocupa integralmente o 85º andar do edifício. A unidade possui mais de 740 m² e conta com quatro a cinco quartos e sete banheiros.

O empreendimento está entre os endereços mais conhecidos do mercado residencial de luxo de Manhattan e se beneficia da localização e das vistas panorâmicas proporcionadas pela altura do edifício.

A valorização desses imóveis está relacionada não apenas à metragem, mas à combinação entre localização, arquitetura, exclusividade, serviços e disponibilidade limitada de unidades semelhantes.


Preço médio da cidade é muito inferior ao topo

Apesar das cifras milionárias dos imóveis mais exclusivos, o mercado residencial de Nova York apresenta uma realidade muito diferente quando considerado em sua totalidade.

Dados da ACRIS e da StreetEasy, compilados pela PropertyShark, apontaram preço médio de venda de US$ 907 mil em julho de 2026, com alta de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Manhattan apresentava preço médio na faixa de US$ 1,2 milhão em janeiro de 2026. Brooklyn aparecia com aproximadamente US$ 973 mil e Queens, com US$ 735 mil.

No estado de Nova York como um todo, o valor médio era de cerca de US$ 527 mil no mesmo período.

A diferença evidencia a distância entre o mercado residencial convencional e o segmento de ultraluxo.


Localização continua sendo um dos principais fatores

Os imóveis mais caros estão concentrados em áreas consideradas estratégicas para compradores de alta renda.

Em Manhattan, a proximidade com o Central Park, a localização em regiões valorizadas e a possibilidade de obter vistas privilegiadas da cidade contribuem para elevar o preço das unidades.

A escassez também desempenha papel importante. Em mercados altamente disputados, apartamentos com grandes áreas, andares elevados e características exclusivas representam uma parcela limitada da oferta.

Essa combinação permite que propriedades específicas atinjam valores muito superiores à média da cidade.


Condomínios de luxo ampliam a oferta de serviços

Outro elemento presente nos empreendimentos de altíssimo padrão é a quantidade de serviços e equipamentos oferecidos aos moradores.

Piscinas, academias, espaços para eventos, cinemas, centros de negócios, áreas esportivas e sistemas de segurança fazem parte de uma estrutura que aproxima determinados condomínios de um modelo de clube residencial.

Esse tipo de infraestrutura também exige uma gestão condominial mais complexa. Manutenção, segurança, contratação de fornecedores, conservação das áreas comuns e administração dos equipamentos representam custos permanentes.

Quanto maior a estrutura oferecida, maior tende a ser a necessidade de planejamento operacional e financeiro.

Valor do imóvel não depende apenas da metragem

O levantamento também demonstra que comparar imóveis de luxo exclusivamente pelo tamanho pode levar a uma análise incompleta.

Características arquitetônicas, andar, orientação, vista, número de unidades no edifício, qualidade dos acabamentos, serviços disponíveis e localização podem alterar significativamente o valor de uma propriedade.

No mercado de alto padrão, a exclusividade pode ser tão relevante quanto a área privativa. Uma unidade única em determinado edifício pode apresentar um preço muito superior ao de apartamentos maiores localizados em regiões menos disputadas.

A percepção de escassez, portanto, passa a funcionar como um componente importante da formação de preços.

Mercado internacional influencia o real estate de alto padrão

Nova York permanece como uma das principais referências globais para o mercado de imóveis de luxo. A cidade atrai investidores, executivos, empresários e compradores internacionais interessados em propriedades em áreas com elevada liquidez e reconhecimento global.

O segmento também acompanha movimentos de outras grandes cidades, como Miami, que nos últimos anos ganhou espaço entre compradores de alta renda e investidores estrangeiros.

Essa competição entre grandes centros reforça a importância de localização, infraestrutura, segurança e exclusividade para o mercado de alto padrão.

Condomínios de altíssimo padrão exigem gestão especializada

Os valores envolvidos nos imóveis mais caros de Nova York ajudam a dimensionar a complexidade existente por trás desse segmento do mercado imobiliário.

Um condomínio que reúne apartamentos avaliados em centenas de milhões de reais precisa administrar estruturas sofisticadas, áreas comuns de grande porte e serviços que exigem manutenção contínua.

Para o setor condominial, o cenário internacional também evidencia uma tendência: quanto maior o nível de serviços incorporado ao empreendimento, maior a necessidade de profissionais preparados para administrar custos, contratos, segurança, manutenção e experiência dos moradores.

No topo do mercado imobiliário nova-iorquino, o imóvel deixa de ser apenas uma unidade residencial e passa a integrar um ecossistema de serviços e exclusividade. Os preços de até R$ 651 milhões mostram o impacto que localização, escassez, arquitetura e infraestrutura podem exercer sobre o valor de uma propriedade em um dos mercados mais disputados do mundo.

Fonte: FORBES