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Apartamento de Ana Hickmann vai a leilão por dívida de R$ 11,3 milhões

Imóvel em Perdizes tem lance mínimo de R$ 4,2 milhões, mas transferência ao arrematante depende de decisão definitiva da Justiça

Apartamento de Ana Hickmann vai a leilão por dívida de R$ 11,3 milhões

Um apartamento atribuído à apresentadora Ana Hickmann e ao ex-marido, Alexandre Bello Correa, está sendo levado a leilão judicial em São Paulo para responder por uma cobrança de aproximadamente R$ 11,3 milhões.

O imóvel fica no bairro de Perdizes, na zona oeste da capital paulista, e foi avaliado em R$ 5,2 milhões. O lance mínimo estabelecido para o leilão é de R$ 4,2 milhões.

O caso envolve uma ação movida pela empresa Informação com Ênfase – Ice Propaganda Ltda., relacionada a um empréstimo concedido em setembro de 2023 à Hickmann Serviços Ltda., empresa ligada ao ex-casal.

Ana Hickmann e Alexandre Correa aparecem no contrato como fiadores.

Imóvel tem 672,3 m² de área total

O apartamento é uma unidade do tipo garden e possui 251 m² de área privativa coberta e 156 m² de área privativa descoberta. A metragem total chega a 672,3 m², considerando as áreas comuns.

O imóvel possui três suítes, sala principal para três ambientes, sala de almoço, cozinha e área de serviço com dependência completa. Também conta com churrasqueira coberta e ampla área externa privativa.

A unidade ainda dá direito ao uso de seis vagas de garagem.

Segundo a descrição do leilão, o apartamento estava desocupado quando o documento foi elaborado.

Lance mínimo é de R$ 4,2 milhões

O imóvel foi avaliado judicialmente em R$ 5,2 milhões, mas o lance mínimo estabelecido para o leilão é de R$ 4,2 milhões.

Ana Hickmann e Alexandre Correa contestaram a avaliação e sustentaram que o apartamento teria valor de mercado superior ao indicado pelo laudo.

Segundo informações divulgadas pelo UOL, a defesa da apresentadora apontou uma estimativa de aproximadamente R$ 6,7 milhões para o imóvel. O questionamento, porém, não impediu a realização do leilão.

Dívida está relacionada a empréstimo de 2023

A cobrança que resultou na penhora do imóvel tem origem em um empréstimo realizado em setembro de 2023 pela empresa Hickmann Serviços Ltda.

A credora é a agência de publicidade Informação com Ênfase – Ice Propaganda Ltda., que cobra aproximadamente R$ 11,3 milhões no processo judicial.

Ana Hickmann e Alexandre Correa aparecem como fiadores do contrato que deu origem à cobrança.

A execução judicial avançou até a determinação de realização do leilão do apartamento.

Apresentadora questiona assinatura

Um dos principais pontos jurídicos do caso está relacionado à validade da assinatura atribuída a Ana Hickmann no contrato do empréstimo.

A apresentadora afirma que não assinou o documento e que não tinha conhecimento do empréstimo. A defesa sustenta que a assinatura teria sido fraudada pelo ex-marido.

Segundo o UOL, Ana Hickmann já apresentou alegações semelhantes em outros processos relacionados a cobranças de dívidas e existe investigação criminal sobre o assunto. Em pelo menos uma das ações mencionadas pelo veículo, a Justiça reconheceu que determinada assinatura não pertencia à apresentadora.

As alegações, entretanto, permanecem objeto de análise nos processos correspondentes.

Justiça mantém leilão, mas restringe transferência

Embora tenha mantido a realização do leilão, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que o apartamento não poderá ser transferido ao vencedor antes de uma decisão definitiva sobre a validade da assinatura questionada.

A medida cria uma situação específica para eventual arrematante.

O interessado pode participar do procedimento e apresentar o lance, mas a transferência definitiva da propriedade fica condicionada ao desfecho da discussão judicial sobre o contrato.

Essa circunstância é particularmente relevante em leilões judiciais porque demonstra que a arrematação de um imóvel não deve ser analisada apenas pelo valor de mercado ou pelo desconto em relação à avaliação.

Leilão judicial exige análise do processo

A situação também chama atenção para um cuidado importante para quem participa de leilões judiciais: a análise do processo que originou a venda é tão importante quanto a avaliação do imóvel.

Além das características físicas e do preço, o interessado precisa observar as condições estabelecidas pelo edital e eventuais decisões judiciais relacionadas ao bem.

No caso do apartamento atribuído a Ana Hickmann, existe uma determinação expressa relacionada à transferência da propriedade, justamente em razão da discussão sobre a validade da assinatura.

Imóvel está localizado em Perdizes

O apartamento está localizado na Rua Monte Alegre, em Perdizes, região da zona oeste de São Paulo.

A unidade possui características de alto padrão, com grande área privativa, espaço externo, três suítes e seis vagas de garagem.

A diferença entre o valor de avaliação, o lance mínimo e a dívida cobrada chama atenção para uma característica comum das execuções judiciais: o valor necessário para quitar uma obrigação pode ser muito superior ao valor individual do imóvel submetido à penhora.

Isso não significa, porém, que o imóvel seja automaticamente suficiente para quitar todo o débito. O resultado financeiro da execução dependerá do valor efetivamente obtido e das demais condições do processo.

Leilão permanece aberto até outubro

Segundo informações divulgadas pelo UOL, o leilão ficará aberto até 8 de outubro e é realizado pela plataforma Alienajud.

A realização do procedimento ocorre enquanto permanece em discussão a validade da assinatura atribuída à apresentadora.

O Tribunal de Justiça, ao manter o leilão e simultaneamente impedir a transferência imediata do imóvel, estabeleceu uma condição específica para o desdobramento da arrematação.

Caso envolve outras cobranças judiciais

A disputa entre Ana Hickmann e Alexandre Correa também aparece em outros processos envolvendo dívidas e alegações de assinaturas fraudulentas.

Segundo o Metrópoles, a apresentadora afirma ter identificado problemas em assinaturas relacionadas a pelo menos seis cobranças de dívidas e já obteve decisões favoráveis em processos anteriores.

Alexandre Correa, por sua vez, nega ter cometido fraude. Segundo informações publicadas pelo UOL, ele classificou a acusação como "fake news" e afirmou que nenhum desvio ou crime havia sido comprovado.

As versões apresentadas pelas partes fazem parte das disputas judiciais e devem ser consideradas dentro dos respectivos processos.

O que o caso ensina sobre leilões de imóveis

O episódio evidencia alguns dos principais pontos que precisam ser observados por quem pretende adquirir um imóvel em leilão judicial.

Entre eles estão:

  • origem da dívida que provocou a execução;
  • situação processual do imóvel;
  • existência de recursos ou questionamentos judiciais;
  • valor da avaliação;
  • valor mínimo para arrematação;
  • condições estabelecidas no edital;
  • eventuais restrições para transferência;
  • situação de ocupação do imóvel;
  • débitos e encargos relacionados à propriedade;
  • custos adicionais da arrematação.

A análise deve ser feita antes da apresentação do lance, preferencialmente com auxílio profissional quando houver questões jurídicas ou documentais complexas.

Discussão judicial continua

O leilão do apartamento atribuído a Ana Hickmann ocorre, portanto, em meio a uma disputa judicial que ainda não está definitivamente encerrada.

De um lado, a credora busca receber uma dívida de aproximadamente R$ 11,3 milhões. De outro, a apresentadora questiona a validade de sua assinatura no contrato que deu origem à cobrança e também contestou a avaliação do imóvel.

A Justiça manteve o leilão, mas estabeleceu que a transferência do apartamento ao eventual vencedor não ocorrerá antes da decisão definitiva sobre a validade da assinatura.

O caso reforça que imóveis submetidos a leilão judicial devem ser analisados não apenas pelo preço, localização e características físicas, mas também pelo histórico da execução e pelas decisões judiciais que podem afetar a transferência da propriedade.