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Segundo leilão de apartamento termina sem propostas

Imóvel em Perdizes, na Zona Oeste de São Paulo, não recebeu propostas nas duas tentativas; Justiça ainda deverá decidir os próximos passos da execução

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Foto: Divulgação

Segundo leilão termina sem lances

O segundo leilão judicial de um apartamento ligado à apresentadora Ana Hickmann terminou sem propostas no dia 8 de outubro. Localizado no bairro de Perdizes, na Zona Oeste de São Paulo, o imóvel foi avaliado em R$ 5,2 milhões e está envolvido em uma ação de execução relacionada à cobrança de aproximadamente R$ 11,3 milhões.

Segundo informações divulgadas pela coluna de Fábia Oliveira, do Metrópoles, a primeira tentativa de venda também terminou sem interessados, em setembro. No segundo procedimento, o lance mínimo correspondia a 80% do valor de avaliação, aproximadamente R$ 4,16 milhões.

Os registros apresentados pelo leiloeiro ao processo judicial informaram que o período de disputa terminou sem lances ou licitantes. Diante do resultado, os próximos passos dependem de uma decisão da 33ª Vara Cível da Comarca de São Paulo.

O encerramento sem propostas, entretanto, não significa que o imóvel esteja liberado da execução ou que a cobrança tenha sido encerrada.

Imóvel está ligado a cobrança milionária

A ação foi movida pela empresa Informação com Ênfase (Ice Propaganda Ltda.), que busca receber uma dívida de cerca de R$ 11,3 milhões relacionada a um empréstimo realizado em setembro de 2023 para a Hickmann Serviços Ltda., empresa ligada ao ex-casal.

Ana Hickmann e Alexandre Bello Correa, ex-marido da apresentadora, aparecem como fiadores do contrato que originou a cobrança, segundo as informações publicadas pelo Metrópoles.

O apartamento possui 251 m² de área privativa coberta, área externa e seis vagas de garagem. A avaliação judicial estabeleceu o valor de R$ 5,2 milhões, mas o montante foi contestado pelas partes, que questionaram a estimativa atribuída ao imóvel.

A diferença entre o valor do bem e o total cobrado demonstra que a execução envolve uma obrigação financeira superior à avaliação do apartamento. O resultado final da cobrança dependerá do andamento do processo e das medidas determinadas pela Justiça.

Validade da assinatura também é discutida

O caso envolve ainda uma controvérsia sobre a validade do contrato que deu origem à dívida. A defesa de Ana Hickmann afirma que a assinatura atribuída à apresentadora teria sido falsificada e questiona se os valores do empréstimo foram destinados à empresa indicada no documento.

Segundo manifestação divulgada anteriormente pelo Metrópoles, a defesa informou que o contrato está sob investigação e que solicitou uma perícia grafotécnica para examinar a autenticidade da assinatura.

Essas alegações fazem parte de uma disputa judicial ainda em andamento e não devem ser tratadas como uma conclusão definitiva sobre a responsabilidade das partes.

O Tribunal de Justiça de São Paulo havia permitido a realização do leilão, mas estabelecido restrições à transferência do imóvel ao eventual arrematante antes de uma decisão definitiva sobre a questão da assinatura.

O que acontece quando um imóvel não recebe lances?

Quando um leilão judicial termina sem interessados, o procedimento não resulta em arrematação. A continuidade da execução depende das regras aplicáveis ao caso e das decisões do juízo responsável, que poderá avaliar as medidas cabíveis.

Entre os aspectos que podem ser considerados estão a realização de uma nova tentativa de venda, as condições do leilão e os questionamentos apresentados pelas partes. Não é possível afirmar antecipadamente qual será a próxima medida no caso do apartamento de Perdizes.

Para quem pretende comprar imóveis em leilões judiciais, o episódio reforça a importância de consultar o edital, verificar a avaliação, conhecer a origem da execução e examinar eventuais recursos ou restrições que possam afetar a aquisição.

O preço mínimo, isoladamente, não é suficiente para determinar se uma arrematação representa uma oportunidade. A situação processual e as condições para a transferência da propriedade também precisam ser consideradas.

Próximos passos dependem da Justiça

Com duas tentativas de leilão encerradas sem propostas, o processo aguarda uma definição sobre como a execução deverá prosseguir. A cobrança de aproximadamente R$ 11,3 milhões continua vinculada à disputa judicial, que também envolve questionamentos sobre a assinatura do contrato e a avaliação do imóvel.

O caso evidencia que a venda judicial de um bem pode depender de diferentes fatores além do valor de mercado. Para interessados em leilões imobiliários, acompanhar o andamento do processo e compreender as restrições determinadas pela Justiça são cuidados importantes antes de assumir qualquer compromisso financeiro.