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Aluguel desacelera com juros altos e menor procura

IVAR mostra alta de 5,09% em 12 meses, enquanto menor procura por imóveis e custo elevado do crédito moderam o mercado de locação

Aluguel residencial sobe 0,29% em agosto, mas juros altos reduzem ritmo de valorização
Foto: Foto: Marco Pimentel/PBTur

O preço dos aluguéis residenciais registrou alta de 0,29% em agosto de 2026, segundo dados do Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), calculado pelo FGV IBRE. No acumulado de 12 meses, a variação chegou a 5,09%, praticamente estável em relação aos 5,08% registrados em julho.

O resultado mostra um mercado de locação em ritmo mais moderado depois dos aumentos mais expressivos registrados no fim de 2025. A combinação entre menor procura por imóveis e custo elevado do crédito contribui para reduzir a pressão sobre os preços dos aluguéis.

Mercado entra em período de acomodação

De acordo com a análise do economista do FGV IBRE Matheus Dias, o comportamento do IVAR indica a continuidade de um processo de moderação que já vinha sendo observado desde o pico registrado no final do ano passado.

A taxa acumulada em 12 meses, que chegou a ficar acima de 8%, passou a se aproximar do patamar de 5%. O movimento acompanha o arrefecimento gradual da atividade econômica e uma menor pressão da demanda por locação residencial.

O custo do crédito permanece entre os fatores que influenciam esse cenário. Com financiamentos e outras modalidades de crédito mais caros, parte dos consumidores pode adiar decisões relacionadas à compra de imóveis, enquanto investidores também passam a avaliar com maior cautela novas aquisições.

Capitais apresentam comportamentos diferentes

Apesar da desaceleração nacional, os preços não evoluíram da mesma maneira nas cidades acompanhadas pelo indicador.

Em agosto, Belo Horizonte apresentou a maior alta mensal, de 1,05%. São Paulo registrou avanço de 0,30%, enquanto o Rio de Janeiro teve aumento de 0,24%.

Porto Alegre apresentou comportamento diferente e foi a única das quatro capitais pesquisadas a registrar queda no mês, com recuo de 0,14%.

As diferenças mostram que o mercado de aluguel também é influenciado pelas características específicas de cada cidade, incluindo oferta de imóveis, demanda, atividade econômica e condições locais do mercado residencial.

Belo Horizonte lidera alta no acumulado

Na comparação dos últimos 12 meses, Belo Horizonte também se destacou entre as capitais analisadas.

A taxa anual da cidade passou de 7,77% em julho para 8,47% em agosto, indicando aceleração dos preços no período.

São Paulo também apresentou aumento na variação acumulada, passando de 4,33% para 4,58%. O movimento foi mais moderado, mas manteve a capital paulista em trajetória de alta no período de 12 meses.

O comportamento dessas duas cidades contrasta com o observado em Porto Alegre e no Rio de Janeiro.

Porto Alegre registra maior desaceleração

Porto Alegre apresentou o movimento mais expressivo de desaceleração no acumulado de 12 meses. A taxa passou de 4,12% em julho para 3,36% em agosto.

No Rio de Janeiro, a mudança foi mais discreta. O indicador recuou de 6,40% para 6,37%, uma redução de apenas 0,03 ponto percentual.

Os números reforçam que, apesar de existir uma tendência nacional de acomodação, os mercados locais continuam respondendo de maneiras diferentes às condições econômicas.

Juros influenciam decisões no mercado imobiliário

O cenário de crédito mais caro tem impacto não apenas sobre quem busca financiamento para comprar um imóvel, mas também sobre as decisões dos proprietários e investidores.

Quando o custo para adquirir uma unidade aumenta, o aluguel pode ganhar relevância como alternativa para quem precisa de moradia sem assumir um financiamento imobiliário. Ao mesmo tempo, investidores tendem a avaliar com mais cuidado a relação entre preço de aquisição, renda obtida com aluguel e custos de manutenção.

Essa dinâmica influencia a oferta e a demanda e pode contribuir para diferentes trajetórias de preços entre as regiões.

Impactos chegam às administradoras e aos condomínios

As mudanças no mercado de locação também têm reflexos na rotina de administradoras e condomínios. Uma maior presença de imóveis alugados pode aumentar a necessidade de comunicação eficiente entre proprietários, inquilinos, administradoras e síndicos.

Para a gestão condominial, a rotatividade de moradores exige atenção aos procedimentos de cadastro, controle de acesso, atualização de contatos e cumprimento das regras internas.

Ao mesmo tempo, proprietários que acompanham a rentabilidade de seus imóveis precisam considerar não apenas o valor recebido pelo aluguel, mas também despesas condominiais, manutenção, impostos e eventuais períodos de vacância.

Mercado deve ser acompanhado de forma regionalizada

Os dados de agosto mostram que não existe uma única trajetória para o mercado de aluguel no país. Enquanto algumas capitais registram aceleração, outras apresentam redução no ritmo de crescimento ou até queda mensal.

Para proprietários, investidores, inquilinos e profissionais do setor imobiliário, acompanhar indicadores como o IVAR ajuda a compreender essas mudanças e a tomar decisões com base em dados mais recentes.

A tendência de moderação observada no país também deve ser acompanhada nos próximos meses. Caso a demanda continue perdendo força e o crédito permaneça caro, o mercado poderá manter um ritmo mais contido de valorização dos aluguéis.

Por outro lado, diferenças na oferta de imóveis e nas condições econômicas de cada cidade podem produzir resultados distintos, como demonstrado pelos números de Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.Aluguel residencial sobe 0,29% em agosto, mas juros altos reduzem ritmo de valorização

O preço dos aluguéis residenciais registrou alta de 0,29% em agosto de 2026, segundo dados do Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), calculado pelo FGV IBRE. No acumulado de 12 meses, a variação chegou a 5,09%, praticamente estável em relação aos 5,08% registrados em julho.

O resultado mostra um mercado de locação em ritmo mais moderado depois dos aumentos mais expressivos registrados no fim de 2025. A combinação entre menor procura por imóveis e custo elevado do crédito contribui para reduzir a pressão sobre os preços dos aluguéis.

Mercado entra em período de acomodação

De acordo com a análise do economista do FGV IBRE Matheus Dias, o comportamento do IVAR indica a continuidade de um processo de moderação que já vinha sendo observado desde o pico registrado no final do ano passado.

A taxa acumulada em 12 meses, que chegou a ficar acima de 8%, passou a se aproximar do patamar de 5%. O movimento acompanha o arrefecimento gradual da atividade econômica e uma menor pressão da demanda por locação residencial.

O custo do crédito permanece entre os fatores que influenciam esse cenário. Com financiamentos e outras modalidades de crédito mais caros, parte dos consumidores pode adiar decisões relacionadas à compra de imóveis, enquanto investidores também passam a avaliar com maior cautela novas aquisições.

Capitais apresentam comportamentos diferentes

Apesar da desaceleração nacional, os preços não evoluíram da mesma maneira nas cidades acompanhadas pelo indicador.

Em agosto, Belo Horizonte apresentou a maior alta mensal, de 1,05%. São Paulo registrou avanço de 0,30%, enquanto o Rio de Janeiro teve aumento de 0,24%.

Porto Alegre apresentou comportamento diferente e foi a única das quatro capitais pesquisadas a registrar queda no mês, com recuo de 0,14%.

As diferenças mostram que o mercado de aluguel também é influenciado pelas características específicas de cada cidade, incluindo oferta de imóveis, demanda, atividade econômica e condições locais do mercado residencial.

Belo Horizonte lidera alta no acumulado

Na comparação dos últimos 12 meses, Belo Horizonte também se destacou entre as capitais analisadas.

A taxa anual da cidade passou de 7,77% em julho para 8,47% em agosto, indicando aceleração dos preços no período.

São Paulo também apresentou aumento na variação acumulada, passando de 4,33% para 4,58%. O movimento foi mais moderado, mas manteve a capital paulista em trajetória de alta no período de 12 meses.

O comportamento dessas duas cidades contrasta com o observado em Porto Alegre e no Rio de Janeiro.

Porto Alegre registra maior desaceleração

Porto Alegre apresentou o movimento mais expressivo de desaceleração no acumulado de 12 meses. A taxa passou de 4,12% em julho para 3,36% em agosto.

No Rio de Janeiro, a mudança foi mais discreta. O indicador recuou de 6,40% para 6,37%, uma redução de apenas 0,03 ponto percentual.

Os números reforçam que, apesar de existir uma tendência nacional de acomodação, os mercados locais continuam respondendo de maneiras diferentes às condições econômicas.

Juros influenciam decisões no mercado imobiliário

O cenário de crédito mais caro tem impacto não apenas sobre quem busca financiamento para comprar um imóvel, mas também sobre as decisões dos proprietários e investidores.

Quando o custo para adquirir uma unidade aumenta, o aluguel pode ganhar relevância como alternativa para quem precisa de moradia sem assumir um financiamento imobiliário. Ao mesmo tempo, investidores tendem a avaliar com mais cuidado a relação entre preço de aquisição, renda obtida com aluguel e custos de manutenção.

Essa dinâmica influencia a oferta e a demanda e pode contribuir para diferentes trajetórias de preços entre as regiões.

Impactos chegam às administradoras e aos condomínios

As mudanças no mercado de locação também têm reflexos na rotina de administradoras e condomínios. Uma maior presença de imóveis alugados pode aumentar a necessidade de comunicação eficiente entre proprietários, inquilinos, administradoras e síndicos.

Para a gestão condominial, a rotatividade de moradores exige atenção aos procedimentos de cadastro, controle de acesso, atualização de contatos e cumprimento das regras internas.

Ao mesmo tempo, proprietários que acompanham a rentabilidade de seus imóveis precisam considerar não apenas o valor recebido pelo aluguel, mas também despesas condominiais, manutenção, impostos e eventuais períodos de vacância.

Mercado deve ser acompanhado de forma regionalizada

Os dados de agosto mostram que não existe uma única trajetória para o mercado de aluguel no país. Enquanto algumas capitais registram aceleração, outras apresentam redução no ritmo de crescimento ou até queda mensal.

Para proprietários, investidores, inquilinos e profissionais do setor imobiliário, acompanhar indicadores como o IVAR ajuda a compreender essas mudanças e a tomar decisões com base em dados mais recentes.

A tendência de moderação observada no país também deve ser acompanhada nos próximos meses. Caso a demanda continue perdendo força e o crédito permaneça caro, o mercado poderá manter um ritmo mais contido de valorização dos aluguéis.

Por outro lado, diferenças na oferta de imóveis e nas condições econômicas de cada cidade podem produzir resultados distintos, como demonstrado pelos números de Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

Fonte: WScom