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Barueri lidera ranking de aluguéis mais caros do país

Dados do FipeZAP referentes a setembro de 2026 mostram Barueri na liderança nacional e Recife com o segundo maior preço médio entre as capitais

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Aluguel mais caro do Brasil: Barueri lidera ranking e Recife aparece entre as primeiras · Foto: Divulgação O HOJE.com

Aluguel mais caro do Brasil: Barueri lidera ranking e Recife aparece entre as primeiras

Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo, registrou o maior preço médio anunciado para locação residencial entre as cidades monitoradas pelo Índice FipeZAP em setembro de 2026. O valor chegou a R$ 71,96 por metro quadrado ao mês. São Paulo ficou na segunda posição geral, enquanto Recife apareceu entre as capitais com os aluguéis mais elevados do país.

O levantamento é elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com o Grupo OLX, a partir de anúncios de imóveis residenciais disponíveis para locação. Os resultados permitem acompanhar a evolução dos preços anunciados e as diferenças entre os mercados imobiliários monitorados.

Barueri tem o maior preço médio anunciado

No ranking geral de setembro, Barueri apresentou o maior valor médio, com R$ 71,96 por metro quadrado ao mês. Entre as capitais, São Paulo ocupou a primeira posição, com R$ 65,78 por metro quadrado, seguida por Recife, com R$ 64,39.

Considerando os valores médios anunciados, um apartamento de 50 metros quadrados em Barueri teria um aluguel estimado de R$ 3.598 por mês. Em São Paulo, a mesma área corresponderia a aproximadamente R$ 3.289, enquanto no Recife o valor seria de cerca de R$ 3.220.

Essas estimativas consideram apenas o preço médio por metro quadrado e não representam necessariamente o valor final negociado em cada contrato. Características como localização, conservação, infraestrutura e tamanho do imóvel podem influenciar o preço efetivo.

Recife aparece entre as capitais mais caras

O Recife registrou preço médio anunciado de R$ 64,39 por metro quadrado em setembro, ficando atrás apenas de São Paulo entre as capitais brasileiras monitoradas. Na sequência aparecem Belém, com R$ 62,25; Rio de Janeiro, com R$ 61,86; e Florianópolis, com R$ 61,81.

Os dados mostram que o custo da locação varia significativamente entre as cidades. Para quem procura um imóvel, comparar o preço por metro quadrado é uma forma de avaliar diferentes opções, mas a análise também precisa considerar a distância do trabalho, a infraestrutura do bairro, o transporte e as despesas adicionais.

No orçamento de quem pretende alugar um apartamento, a taxa condominial e o IPTU podem representar valores relevantes além do aluguel. Por isso, comparar apenas o preço anunciado do imóvel pode não revelar o custo total mensal da moradia.

Aluguéis continuam acima da inflação em 12 meses

O levantamento de setembro apontou alta acumulada de 9,13% nos preços anunciados para locação residencial em 12 meses. Entre janeiro e setembro de 2026, a valorização chegou a 7,11%. No mesmo intervalo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou 3,95%, segundo os dados divulgados sobre o período.

Apesar da elevação acumulada, o ritmo mensal apresentou desaceleração. Em setembro, os preços anunciados avançaram 0,52%, após alta de 0,55% em agosto, de acordo com o levantamento.

É importante destacar que o FipeZAP acompanha preços de anúncios de imóveis residenciais. Portanto, os percentuais não correspondem necessariamente aos reajustes aplicados a contratos de aluguel já vigentes, que dependem das condições estabelecidas em cada contrato.

O que os números representam para moradores e condomínios

A evolução dos aluguéis influencia as decisões de proprietários, investidores e famílias que procuram moradia. Em mercados com preços elevados, os interessados precisam avaliar não apenas o valor anunciado, mas também os custos recorrentes associados à unidade e ao empreendimento.

Para os condomínios, a dinâmica do mercado de locação integra o contexto econômico dos imóveis, embora o preço do aluguel não determine diretamente o valor da taxa condominial. Essa contribuição depende do orçamento do empreendimento, das despesas compartilhadas e dos critérios de rateio aplicáveis.

Síndicos e administradoras podem contribuir para a transparência financeira mantendo as previsões orçamentárias organizadas, apresentando os custos de manutenção e explicando aos condôminos como as despesas comuns são calculadas.

Pesquisa ajuda a acompanhar o mercado imobiliário

O ranking do FipeZAP oferece uma referência para observar os preços anunciados nas cidades pesquisadas, mas não deve ser interpretado como uma tabela de valores aplicável a todos os imóveis de cada município.

A escolha de uma unidade exige considerar a localização, a metragem, as condições do imóvel e as despesas que acompanham a locação. Para proprietários e investidores, também é necessário avaliar custos de manutenção, impostos, administração e períodos de vacância antes de estimar a rentabilidade.

Com Barueri na liderança nacional e Recife entre as capitais com os preços médios mais elevados, os dados de setembro de 2026 reforçam a importância de analisar o mercado local e o custo total da moradia antes de tomar decisões imobiliárias.