Aluguéis seguem em alta no Brasil
Levantamento do Índice FipeZAP mostra alta de 9% nos aluguéis em 12 meses. Apartamentos compactos lideram o retorno para investidores e seguem em alta demanda.

Aluguéis crescem acima da inflação e imóveis compactos lideram rentabilidade no mercado
Os preços dos aluguéis residenciais continuam avançando acima da inflação no Brasil, impulsionados pela demanda aquecida e pela oferta restrita de imóveis em diversas cidades. É o que revela o mais recente Índice FipeZAP de Locação Residencial, referente a junho de 2026, que aponta valorização mensal de 0,81%, superando tanto o IPCA (0,16%) quanto o IGP-M (-0,50%).
No acumulado do primeiro semestre, os aluguéis registraram alta de 5,24%, enquanto, nos últimos 12 meses, o avanço chegou a 9%, consolidando um cenário de valorização da locação residencial acima dos principais indicadores de inflação do país.
O levantamento, elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o Grupo OLX, analisou anúncios de imóveis em 36 cidades brasileiras. O preço médio nacional do aluguel atingiu R$ 53,79 por metro quadrado. Entre as capitais, São Paulo lidera o ranking, com média de R$ 64,98/m², seguida por Recife (R$ 64,06/m²) e Belém (R$ 63,03/m²).
Imóveis compactos continuam atraindo investidores
O estudo mostra que os apartamentos de um dormitório permanecem como os mais rentáveis do mercado. Além de apresentarem o maior preço médio de locação, R$ 71,60 por metro quadrado, essas unidades oferecem retorno anual estimado em 6,77%, o maior entre todas as tipologias analisadas.
Os apartamentos de dois dormitórios também registram desempenho expressivo, com rentabilidade anual de 6,44%. Já os imóveis de três quartos apresentaram a maior valorização acumulada em 12 meses, com alta de 9,90%, embora tenham retorno anual inferior, estimado em 5,57%.
Reflexos para condomínios
A preferência por imóveis compactos acompanha mudanças no perfil das famílias brasileiras e amplia a procura por apartamentos em condomínios com boa infraestrutura, localização estratégica e áreas comuns voltadas ao dia a dia dos moradores.
Para síndicos e administradoras, esse movimento reforça a necessidade de investir na manutenção dos empreendimentos, na segurança e na oferta de serviços que agreguem valor às unidades, fatores cada vez mais considerados por locatários e investidores.
Especialistas avaliam que, enquanto a demanda permanecer aquecida e a oferta de imóveis continuar limitada em diversas regiões, a tendência é que o mercado de locação siga valorizado, mantendo os condomínios como protagonistas do setor imobiliário brasileiro.
Fonte: Exame.