Água invade condomínio e estaciona debaixo d’água
Condomínio na zona Leste da cidade enfrenta alagamentos repetidos após fortes chuvas, com água entrando em áreas comuns e unidades em nível mais baixo do prédio

Um temporal intenso que atingiu a cidade de Ribeirão Preto (SP) provocou alagamentos significativos em um condomínio residencial da zona Leste, deixando o estacionamento submerso e a água invadindo áreas comuns e unidades no nível mais baixo do edifício.
O condomínio, localizado na Marginal da Avenida Leão XIII, na Rua Alfredo Benzoni, tem histórico de problemas com enchentes em períodos de chuva intensa, em parte porque foi construído em um terreno mais baixo que a via principal, facilitando a entrada de água durante eventos pluviométricos extremos.
Relatos de moradores e imagens registradas mostram a força da enxurrada que tomou conta do estacionamento por dois dias consecutivos após as chuvas registradas nos dias 14 e 15 de janeiro. A água cobriu vagas de veículos, invadiu corredores e chegou a entrar no primeiro bloco residencial, arrastando lixo, lama e detritos para dentro do condomínio.
Síndica do condomínio, Maria Thomazini, afirma que situações semelhantes já vêm ocorrendo há anos e que os moradores frequentemente enfrentam transtornos em dias de chuva intensa. Em algumas ocasiões, foi necessário abrir os portões para permitir o escoamento da água, o que, no entanto, também trouxe lixo e detritos para dentro do prédio.
A subsíndica, Casimira Castello, destaca que a maior preocupação é com a segurança dos moradores e a falta de soluções definitivas para o problema. Segundo ela, as intervenções internas já realizadas não têm sido suficientes para evitar a recorrência dos alagamentos, que exigem obras de drenagem mais amplas e melhorias na infraestrutura urbana.
Especialistas em engenharia civil avaliam que o problema está ligado à capacidade insuficiente do sistema de drenagem urbano, agravado pela impermeabilização do solo e demais fatores urbanos que aceleram o escoamento superficial da água. A ampliação das galerias pluviais ou a adoção de pavimentos drenantes são apontadas como medidas que poderiam reduzir a frequência e a intensidade desses eventos, mas dependem de estudos técnicos aprofundados e de ações conjuntas entre a gestão pública e privada.
A Prefeitura de Ribeirão Preto informou que a Secretaria de Infraestrutura e Zeladoria realiza ações preventivas, como limpeza de bocas de lobo e manutenção das galerias pluviais, mas reconheceu que o sistema atual pode ser insuficiente para suportar eventos extremos de chuva. A administração municipal afirmou ainda que está em andamento a atualização do sistema de drenagem urbana no âmbito do novo Plano Municipal de Saneamento Básico.
O episódio reacende o debate sobre a importância de planejamento urbano, infraestrutura de drenagem adequada e coordenação entre a gestão condominial e os órgãos públicos para proteger moradores, evitar prejuízos e garantir a segurança em empreendimentos residenciais diante de fenômenos climáticos cada vez mais intensos.
Fonte: G1