Advogado é preso por desviar R$ 40 mil de condomínio em Teresina
Ex-síndico e ex-servidor da Defensoria Pública do Piauí é investigado por apropriação indevida de recursos condominiais; prisão preventiva foi decretada após denúncia de moradores e análise de transferências bancárias.

Advogado é preso acusado de desviar R$ 40 mil de condomínio onde atuava como síndico em Teresina
A Polícia Civil do Piauí prendeu preventivamente, nesta sexta-feira (4), o advogado Eduardo Oliveira Castro, suspeito de desviar R$ 40 mil de um condomínio localizado no bairro Verdes Campos, zona leste de Teresina. O investigado atuava como síndico profissional no local e também possui histórico como ex-servidor comissionado da Defensoria Pública do Estado.
A prisão ocorreu durante audiência na Central de Inquéritos da capital, após denúncias formalizadas por condôminos e análise de provas bancárias. Segundo o delegado Odilo Sena, responsável pelo caso, moradores apresentaram um boletim de ocorrência com comprovantes de transferências via PIX realizadas diretamente para a conta pessoal do acusado, totalizando aproximadamente R$ 17 mil identificados inicialmente — parte de um total estimado de R$ 40 mil em desvios.
As investigações revelam que essa não seria a primeira vez que Eduardo teria praticado irregularidades semelhantes. A Polícia Civil apura denúncias de outros condomínios onde o advogado também exerceu função de síndico profissional.
De acordo com a autoridade policial, a prisão preventiva foi necessária para evitar a obstrução das investigações, diante dos indícios robustos de autoria e materialidade dos crimes de apropriação indébita e falsidade ideológica.
Ainda segundo o inquérito, os moradores perceberam discrepâncias nas prestações de contas e ausência de comprovações de pagamento a fornecedores e prestadores de serviço. Ao aprofundar a análise, encontraram movimentações bancárias incompatíveis com as obrigações do condomínio.
Eduardo está à disposição da Justiça na Central de Flagrantes de Teresina. O caso serve de alerta para síndicos, moradores e administradoras sobre a importância da transparência e da fiscalização rigorosa das contas condominiais, especialmente em gestões terceirizadas.
O processo segue em sigilo e a defesa do investigado ainda não se pronunciou oficialmente.
Fonte: GP1