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Discussão por som alto termina em tiros

Caso ocorreu no Setor de Mansões de Taguatinga; vítima foi até a residência para reclamar do barulho e acabou sendo alvo de disparos

Advogado é preso após atirar contra vizinho durante discussão por som alto em condomínio no DF
Foto: Reprodução

Uma discussão entre vizinhos motivada por som alto terminou com disparos de arma de fogo em um condomínio no Setor de Mansões de Taguatinga, no Distrito Federal. O caso ocorreu na quinta-feira (27) e resultou na prisão em flagrante de um advogado pela Polícia Militar.

Segundo as informações divulgadas, o conflito começou quando um morador foi até a residência do advogado para reclamar do volume da música. Imagens obtidas durante a apuração mostram a vítima chegando ao imóvel e interfonando três vezes antes de ser atendida.

A situação, que inicialmente envolvia uma reclamação relacionada ao barulho, evoluiu para uma ameaça com arma de fogo. O vizinho acabou sendo alvo de disparos e deixou o local correndo. Um vídeo divulgado sobre o caso registra o momento em que os tiros são ouvidos.

Após a ocorrência, policiais militares apreenderam uma pistola e munições. O advogado foi preso em flagrante e encaminhado às autoridades responsáveis pelo caso.

A ocorrência chama atenção para um problema recorrente na vida condominial: conflitos relacionados ao excesso de barulho. Reclamações sobre festas, música em volume elevado e outros ruídos fazem parte das situações que frequentemente exigem intervenção da administração e aplicação das regras internas.

Em situações desse tipo, a existência de normas de convivência e de procedimentos previamente estabelecidos pode ajudar a evitar que uma divergência entre moradores evolua para confrontos pessoais. O condomínio deve estabelecer canais adequados para reclamações e orientar os moradores sobre a forma correta de comunicar ocorrências.

A atuação do síndico, entretanto, possui limites. Questões relacionadas à perturbação do sossego podem ser tratadas administrativamente quando envolvem descumprimento da convenção ou do regimento interno, mas situações que envolvam ameaças, agressões ou armas de fogo devem ser encaminhadas imediatamente às autoridades competentes.

O episódio também reforça a importância de preservar a segurança coletiva dentro dos condomínios. Quando um conflito deixa de ser uma discussão sobre regras de convivência e passa a envolver violência ou ameaça, a prioridade deve ser afastar os moradores da situação de risco e acionar os órgãos de segurança.

O caso ocorrido em Taguatinga permanece sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal. Conforme as informações divulgadas, a defesa dos envolvidos ainda não havia sido localizada para manifestação, e a Ordem dos Advogados do Brasil também foi acionada para se posicionar sobre o episódio.

Para os condomínios, o caso serve como alerta sobre a necessidade de combinar regras claras de convivência, canais formais de comunicação e protocolos de segurança. Conflitos relacionados ao barulho podem ser administrados por meio das ferramentas previstas nas normas internas, evitando que reclamações sejam transformadas em confrontos diretos entre moradores.

A ocorrência demonstra, ainda, que situações aparentemente comuns da rotina condominial podem assumir proporções graves quando não são conduzidas pelos meios adequados. A prevenção de conflitos e a preservação da segurança devem permanecer entre as prioridades da gestão condominial.

Fonte: Correio Brasiliense