Advogada que diz ser mulher de Elon Musk encurrala vizinha no DF
Moradora é acusada de ameaças, injúria racial e perturbação do sossego; condomínio busca na Justiça seu afastamento do imóvel

Advogada que diz ser casada com Elon Musk encurrala vizinha em elevador no DF
Uma advogada de 42 anos, moradora de um condomínio em Águas Claras, no Distrito Federal, é alvo de reclamações de vizinhos por episódios de intimidação, ameaças, injúria racial e perturbação do sossego. Segundo reportagem do Metrópoles, uma antiga vizinha relatou ter sido encurralada pela mulher dentro de um elevador durante um dos conflitos.
O caso ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo em que a advogada aparece confrontando a moradora e fazendo declarações hostis. Segundo o relato da vítima, a mulher teria pressionado para que ela deixasse o imóvel e retornasse ao Rio de Janeiro, sua cidade de origem.
De acordo com os relatos reunidos pela reportagem, os desentendimentos estariam relacionados à crença da advogada de que seria casada com o empresário Elon Musk e precisaria de privacidade para viver esse relacionamento. A mulher é acusada de protagonizar episódios recorrentes de conflitos nas áreas comuns do edifício.
Moradores relatam ameaças e intimidações
A antiga vizinha contou que os problemas começaram quando a advogada passou a acusá-la de entrar em seu apartamento e retirar objetos. Durante os desentendimentos, ela teria feito ameaças e intimidado a moradora no elevador.
Outros relatos apontam episódios de gritos, agressões verbais e ameaças de morte. Em maio de 2026, uma moradora também registrou boletim de ocorrência por injúria racial, após alegar ter sido alvo de ofensas racistas.
Os conflitos voltaram a ganhar destaque em 20 de outubro, quando a advogada, enrolada em uma toalha, teria chutado a porta de uma vizinha até quase derrubá-la. Segundo a moradora, foi necessário segurar a estrutura para impedir que ela caísse.
A frequência das ocorrências, segundo os relatos, levou moradores a acionarem a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em diferentes ocasiões.
As acusações relatadas pelas testemunhas devem ser analisadas pelas autoridades competentes, com garantia do direito de defesa da pessoa envolvida.
Condomínio recorre à Justiça para afastar moradora
Diante da continuidade dos conflitos, o condomínio Edifício Uptown Residence ingressou com uma ação judicial para tentar obter o afastamento da advogada do imóvel.
Segundo a administração, notificações e multas aplicadas anteriormente não teriam sido suficientes para interromper os episódios. O condomínio apresentou à Justiça registros de ocorrências, relatos de moradores e vídeos relacionados aos acontecimentos.
A administração também alegou que um episódio envolvendo um incêndio no apartamento representou risco à segurança dos demais residentes.
Em junho de 2026, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) negou o pedido de afastamento imediato da moradora. Na decisão, o desembargador Roberto Freitas Filho considerou que retirar uma pessoa de sua própria residência é uma medida excepcional e que seria necessário aprofundar a análise dos fatos, da gravidade e da recorrência dos episódios, além de permitir o confronto entre as versões apresentadas.
A decisão não encerrou o processo nem representa uma conclusão definitiva sobre as acusações. O pedido do condomínio permanece sujeito à análise judicial.
Caso chama atenção para a convivência e a gestão condominial
A situação evidencia os desafios enfrentados por síndicos e administradoras diante de conflitos persistentes entre moradores, especialmente quando há relatos de ameaças, agressões verbais e possíveis riscos à integridade física dos residentes.
Nesses casos, o registro formal das ocorrências, a preservação de imagens de câmeras de segurança, a documentação das reclamações e a adoção de medidas previstas na legislação e na convenção condominial podem contribuir para a apuração dos fatos e a atuação das autoridades.
A aplicação de sanções e a adoção de medidas judiciais, entretanto, devem observar os procedimentos legais e garantir o direito de defesa dos envolvidos.
O caso segue em desdobramento judicial. A defesa da advogada foi procurada pelo Metrópoles para comentar as denúncias, e o espaço permanece aberto para manifestação.