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Advogada chuta porta de vizinha em condomínio no DF e é processada

Moradores relatam episódios recorrentes de perturbação, ameaças e injúria racial; condomínio tenta afastar a advogada do imóvel, mas Justiça negou pedido liminar

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Advogada perturba moradores do 10º andar com gritos e chutes nas portas. Condomínio vai à Justiça para retirá-la do imóvel · Foto: Reprodução

Advogada que diz ser esposa de Elon Musk chuta porta de vizinha em condomínio no DF

Moradores relatam episódios recorrentes de perturbação, ameaças e injúria racial; condomínio tenta afastar a advogada do imóvel, mas Justiça negou pedido liminar

Uma advogada de 42 anos quase derrubou a porta de uma vizinha com chutes enquanto estava enrolada em uma toalha, em um condomínio de Águas Claras, no Distrito Federal. O episódio ocorreu na manhã de terça-feira (20), por volta das 8h52, e integra uma série de conflitos relatados por moradores do residencial.

De acordo com reportagem do portal Metrópoles, a vizinha, de 30 anos, estava em casa quando a advogada começou a bater à porta. A força dos chutes teria sido suficiente para comprometer a estrutura, levando a moradora a segurá-la para impedir que caísse.

Outro detalhe curioso mencionado na reportagem é que a advogada afirma ser esposa de Elon Musk, bilionário e dono de empresas como a Tesla e a SpaceX. A declaração chama a atenção em meio aos relatos de conflitos envolvendo a moradora, mas não há indicação de que exista qualquer vínculo conjugal entre os dois.

Moradores relatam ameaças e injúria racial

Além dos episódios de perturbação, moradores relataram à reportagem acusações de ameaças de morte e injúria racial envolvendo a advogada.

Em um dos casos, ocorrido em maio de 2026, uma vizinha afirma ter sido alvo de ofensas raciais. Segundo o Metrópoles, um vídeo obtido pela reportagem mostra a advogada utilizando uma expressão racista contra a moradora, que registrou boletim de ocorrência na 21ª Delegacia de Polícia, em Águas Claras.

Uma das vizinhas também relatou ter sido ameaçada de morte em duas ocasiões e afirmou que a advogada teria tentado agredi-la em outro episódio.

Os relatos indicam que os conflitos no décimo andar do edifício são recorrentes. Moradores afirmam que ouvem gritos e falas em voz alta vindos do apartamento da advogada e que já precisaram acionar a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em outras ocasiões.

As situações descritas fazem parte dos relatos dos moradores e das ocorrências mencionadas na reportagem. A apuração de eventuais responsabilidades depende dos procedimentos cabíveis.

Condomínio recorre à Justiça

Diante das reclamações, o condomínio Edifício Uptown Residence entrou na Justiça para tentar afastar a advogada do imóvel. Segundo a reportagem, a administração argumentou que notificações e multas não foram suficientes para interromper os conflitos.

Entre os documentos apresentados no processo estariam boletins de ocorrência, relatos de moradores e vídeos. O condomínio também apontou um episódio de incêndio no apartamento que, segundo a administração, teria colocado outros residentes em risco.

Em junho de 2026, porém, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) negou o pedido liminar de afastamento.

Na decisão, o desembargador Roberto Freitas Filho considerou que a retirada de uma pessoa de sua própria residência é uma medida excepcional. Embora tenha reconhecido a existência de um conflito que exigia análise, o magistrado entendeu ser necessário examinar melhor a gravidade e a recorrência dos episódios, além de confrontar as versões e assegurar o direito de defesa da moradora.

A negativa da liminar não encerrou o processo. O pedido de afastamento ainda depende de julgamento.

Defesa foi procurada

Procurado pelo Metrópoles, o síndico questionou a demora na adoção de providências diante das ocorrências relatadas pelos moradores e da ação judicial em andamento.

A defesa da advogada também foi procurada pela reportagem para comentar as denúncias e o processo. Até a publicação da matéria, não havia manifestação registrada no texto do portal, que informou manter o espaço aberto para esclarecimentos.

O caso evidencia os desafios enfrentados pelos condomínios quando conflitos entre moradores se tornam recorrentes e passam a envolver denúncias de violência, riscos à segurança e medidas judiciais. Nessas situações, a administração precisa documentar as ocorrências e buscar os meios legais adequados, respeitando os direitos das partes envolvidas.