Academia ou piscina: qual área é mais usada?
Levantamento mostra quais espaços de lazer concentram maior frequência dos moradores e ajuda a entender novas prioridades nos empreendimentos residenciais

A escolha das áreas de lazer se tornou um dos elementos considerados por compradores na hora de avaliar um condomínio residencial. Piscinas, academias, salões de festas, espaços para crianças e áreas externas fazem parte da estrutura oferecida por muitos empreendimentos, mas a frequência de utilização desses ambientes pode variar de acordo com o perfil dos moradores.
Um estudo citado pela Casa e Jardim analisou justamente esse comportamento e buscou identificar quais espaços de lazer são mais utilizados nos condomínios. O levantamento ajuda a compreender uma mudança importante no mercado: a quantidade de equipamentos disponíveis deixou de ser o único fator relevante, enquanto a utilidade prática e a aderência aos hábitos dos moradores ganharam importância.
Academia ganha espaço na rotina
A academia passou a ocupar uma posição de destaque entre as áreas comuns dos condomínios. O crescimento da preocupação com saúde e qualidade de vida contribuiu para transformar esse ambiente em um espaço utilizado com maior frequência por parte dos moradores.
A possibilidade de realizar atividades físicas sem sair do empreendimento representa uma vantagem para quem possui uma rotina corrida. O acesso facilitado também pode estimular a prática de exercícios e reduzir o tempo necessário para deslocamentos até academias externas.
Além disso, o espaço pode atender diferentes perfis de moradores, desde pessoas que buscam exercícios regulares até aquelas interessadas em manter uma rotina de atividades físicas mais próxima de casa.

Piscina continua entre as áreas mais valorizadas
Apesar do crescimento da academia, a piscina continua sendo um dos principais atrativos dos empreendimentos residenciais. O espaço costuma estar associado ao lazer, ao descanso e à convivência entre moradores.
A utilização, entretanto, pode variar conforme fatores como clima, faixa etária dos residentes, localização do empreendimento e período do ano.
Em regiões mais quentes, por exemplo, a piscina tende a assumir um papel ainda mais relevante na rotina dos condomínios. Já em locais com temperaturas mais baixas, sua utilização pode ser concentrada em determinadas épocas.
Perfil dos moradores influencia a utilização
Não existe uma área de lazer que seja igualmente importante para todos os condomínios. O perfil dos moradores tem influência direta na frequência de utilização dos espaços.
Famílias com crianças podem valorizar ambientes recreativos, brinquedotecas e piscinas. Já condomínios com maior concentração de adultos podem registrar demanda mais elevada por academias, espaços para trabalho e ambientes destinados à convivência.
Essa diferença é importante para síndicos e administradoras porque a manutenção das áreas comuns representa uma parcela relevante das despesas do condomínio.

Manutenção pesa nas decisões da gestão
A existência de uma área de lazer não representa apenas um benefício para os moradores. Cada espaço exige manutenção, limpeza, equipamentos, consumo de água e energia e, em alguns casos, contratação de profissionais especializados.
Piscinas, por exemplo, demandam tratamento da água, limpeza, controle de equipamentos e cuidados com segurança. Academias também precisam de manutenção dos aparelhos e atenção às condições de uso.
Por isso, conhecer quais áreas são efetivamente utilizadas pode ajudar a administração a estabelecer prioridades de manutenção e planejamento.
Espaços comuns influenciam a percepção do imóvel
As áreas de lazer também possuem impacto sobre a percepção de valor de um empreendimento. Um condomínio que oferece espaços adequados ao perfil dos moradores pode se tornar mais atrativo para compradores e locatários.
Entretanto, oferecer uma quantidade elevada de equipamentos não significa necessariamente maior satisfação. Ambientes pouco utilizados podem representar custos permanentes sem gerar benefícios proporcionais à comunidade.
A tendência é que os novos empreendimentos busquem equilibrar variedade, funcionalidade e custos de manutenção.

Condomínios precisam ouvir os moradores
Pesquisas internas podem ajudar síndicos e administradoras a entender quais áreas são mais utilizadas e quais apresentam menor demanda.
Além da observação da rotina, a gestão pode utilizar enquetes, assembleias e ferramentas digitais para identificar as principais necessidades dos moradores.
Essas informações podem orientar decisões sobre horários de funcionamento, manutenção, reformas e até mudanças na utilização de determinados espaços.
Lazer deixa de ser apenas diferencial
O comportamento dos moradores mostra que as áreas comuns estão cada vez mais relacionadas à rotina e à qualidade de vida. Academia, piscina, espaços de convivência e ambientes multifuncionais podem cumprir funções diferentes dentro do mesmo empreendimento.
Para o mercado imobiliário, compreender esses hábitos ajuda construtoras e incorporadoras a desenvolver projetos mais alinhados às necessidades dos consumidores.
Para os condomínios já ocupados, a mesma lógica pode contribuir para uma gestão mais eficiente dos recursos disponíveis.
Mais do que descobrir se academia ou piscina é a área mais utilizada, o levantamento reforça uma questão importante para a gestão condominial: o valor de uma área comum está diretamente relacionado à capacidade de atender às necessidades reais dos moradores.
Fonte: Globo Casa e Jardim