Abilio afirma que reajuste do IPTU não depende da Câmara e alerta: condomínios fechados terão maior impacto
Atualização da Planta Genérica de Valores (PGV) do IPTU será aplicada a partir de 2026 e pode elevar tributos em até 40% para imóveis em áreas nobres e condomínios fechados

A atualização da base de cálculo do IPTU em Cuiabá foi confirmada pelo prefeito Abilio Brunini, que afirmou que o reajuste não dependerá de aprovação pela Câmara Municipal, mas será definido por ato administrativo.
Segundo a nova planta genérica de valores (PGV), que entrará em vigor a partir de 2026, os imóveis classificados como localizados em áreas nobres ou condomínios fechados poderão ter o imposto corrigido em até 40%. Bairros de classe média terão reajuste limitado a 30%, e regiões mais populares até 20%.
A prefeitura afirma que a atualização visa corrigir distorções no valor venal dos imóveis, reconhecendo preços de mercado realistas após anos sem revisão.
Para evitar aumentos abruptos, o município estabeleceu travas de reajuste. Além disso, os contribuintes que optarem pelo parcelamento do imposto — em até 10 vezes — poderão ter acréscimo de até 5% sobre o teto de 40% (ou seja, até 45%), como incentivo ao pagamento à vista.
A mudança provoca apreensão entre moradores e gestores de condomínios, principalmente aqueles localizados em áreas de alto padrão ou fechados. O reajuste pode impactar diretamente nas cotas condominiais, no planejamento financeiro dos moradores e no custo geral de manutenção predial.
Para síndicos e administradoras, o momento exige atenção. É necessária a revisão das finanças condominiais, a elaboração de previsões orçamentárias e a transparência com os condôminos sobre o novo cenário tributário — garantindo que todos entendam as consequências do reajuste no orçamento coletivo.
O anúncio reacende o debate sobre justiça fiscal, impacto sobre imóveis de alto padrão e a vulnerabilidade financeira de moradores de condomínios frente a mudanças tributárias automáticas. A atualização da PGV, embora justificada como correção de valores, transforma-se também em desafio de gestão condominial.
Fonte: Olhar Direto