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9 edifícios brasileiros que se tornaram símbolo de polêmicas, tragédias e controvérsias urbanas

De incêndios históricos a episódios policiais e regras internas rigorosas, conheça os prédios que marcaram o imaginário coletivo e se tornaram referência de má fama no país.

9 edifícios brasileiros que se tornaram símbolo de polêmicas, tragédias e controvérsias urbanas
Foto: Foto: Reprodução

Alguns edifícios brasileiros se tornaram parte definitiva do imaginário urbano, seja por tragédias, episódios policiais, períodos de abandono ou regras internas que chamaram a atenção da imprensa. Embora carreguem má fama, esses prédios continuam relevantes para a arquitetura, para a história das cidades e para a gestão condominial moderna.

A seguir, o Condomínio Interativo apresenta nove edifícios que marcaram gerações e se transformaram em referências de polêmica e curiosidade em todo o país.


1. Edifício Joelma — São Paulo (SP)

O Edifício Joelma ficou marcado pelo incêndio de 1974, que deixou cerca de 190 mortos e se tornou um dos episódios mais trágicos da história urbana brasileira. Após a reconstrução, o prédio ganhou o nome Praça da Bandeira, mas a tragédia e os relatos populares de assombrações mantiveram sua aura de mistério. Hoje, funciona como prédio comercial e passou por modernizações.


2. Edifício Martinelli — São Paulo (SP)

Primeiro arranha-céu da América Latina, o Martinelli enfrentou abandono entre as décadas de 1950 e 1970, período em que acumulou lixo, ocupações irregulares e até restos mortais encontrados em áreas internas. O cenário alimentou lendas urbanas. Após restauração da Prefeitura, voltou a ser um edifício ativo, aberto ao turismo e ocupado por escritórios e órgãos públicos.


3. Edifício Holiday — Recife (PE)

Marco da verticalização de Boa Viagem nos anos 1950, o Holiday deteriorou-se ao longo das décadas e enfrentou ocupações irregulares, violência e inúmeras denúncias. Em 2019, foi interditado e permanece fechado para obras e regularização. O edifício é símbolo das transformações sociais e urbanas da região.


4. Edifício JK — Belo Horizonte (MG)
Projetado por Oscar Niemeyer, o JK abriga milhares de unidades e foi palco de uma gestão marcada por regras rígidas, como um código de vestimenta para atendimento na administração. Conflitos internos, denúncias e irregularidades de manutenção circularam na imprensa durante anos. Mesmo assim, o conjunto permanece como ícone da arquitetura modernista.


5. Edifício Rajah (atual Solymar) — Rio de Janeiro (RJ)

Nos anos 1990 e 2000, o antigo Rajah ganhou notoriedade por episódios de violência, tráfico e uso irregular de unidades, sendo chamado de “edifício mais perigoso do Brasil”. Após intervenções e reorganização interna, o prédio foi rebatizado como Solymar, iniciando uma nova fase com gestão mais estruturada e controle de acesso.


6. Edifício Andraus — São Paulo (SP)

O incêndio de 1972, que deixou 16 mortos e mais de 300 feridos, transformou o Andraus em símbolo do debate sobre segurança predial no país. A tragédia impulsionou mudanças nas normas técnicas de prevenção e combate a incêndio. O edifício foi reconstruído e retomou atividades comerciais, mas o impacto histórico permanece vivo na memória paulistana.


7. Antigo Hotel Cassino Quitandinha — Petrópolis (RJ)

Inaugurado na década de 1940, o Quitandinha foi um dos maiores hotéis do Brasil até a proibição dos cassinos, em 1946. O abandono parcial deu origem a lendas, supostas aparições e histórias que atravessaram gerações. Hoje, parte do prédio funciona como condomínio residencial, e o Sesc administra espaços culturais abertos ao público.


8. Edifício Copan — São Paulo (SP)

Ícone modernista, o Copan enfrentou períodos delicados nos anos 1980, quando reportagens apontaram prostituição e tráfico em áreas comuns. A administração reforçou a segurança e requalificou a galeria interna, transformando o edifício em um dos endereços mais emblemáticos e pulsantes da capital paulista.


9. Edifício Master — Rio de Janeiro (RJ)

Localizado em Copacabana, o Master ganhou fama nos anos 1990 e 2000 por sua alta rotatividade e episódios associados à prostituição e conflitos internos. O documentário de Eduardo Coutinho, lançado em 2002, eternizou o cotidiano do prédio e ampliou sua visibilidade. Atualmente, o edifício mantém regras internas mais rígidas para fortalecer a segurança.

Fonte: Casa e Jardim