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Vendaval reforça alerta para condomínios

Queda de árvores e danos materiais após rajadas de vento destacam a necessidade de vistoriar telhados, fachadas, sistemas de drenagem e áreas comuns antes dos temporais

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Vendaval reforça alerta para condomínios · Foto: Reprodução/Revista Soberana

Vendaval em Uberlândia alerta condomínios para riscos e reforça importância da manutenção preventiva

O vendaval que atingiu Uberlândia, em Minas Gerais, na quinta-feira (22), provocou queda de árvores, danos a veículos e transtornos no trânsito. As rajadas de vento chegaram a 53,52 km/h em pontos da cidade, segundo informações divulgadas pela imprensa local. A ocorrência reforça a necessidade de os condomínios residenciais e comerciais manterem estruturas e áreas comuns em condições adequadas de segurança.

Um dos registros ocorreu no bairro Osvaldo Rezende, onde uma árvore caiu sobre uma van escolar estacionada. Também foram registradas quedas de árvores em outras vias, entre elas a Avenida João Naves de Ávila.

Embora os efeitos de fenômenos climáticos nem sempre possam ser evitados, a inspeção regular das edificações e a identificação antecipada de problemas podem ajudar a reduzir riscos e limitar prejuízos.

Telhados, calhas e fachadas precisam de inspeção

A preparação dos condomínios para períodos de chuva e ventos fortes deve incluir a avaliação de telhados, coberturas, calhas, ralos, tubulações e sistemas de drenagem. O acúmulo de folhas e resíduos pode dificultar o escoamento da água, enquanto telhas soltas e estruturas deterioradas podem aumentar a vulnerabilidade do imóvel.

Fachadas, muros, portões, toldos e outros elementos expostos também devem ser observados. Quando houver sinais de desprendimento, rachaduras, deformações ou outros danos, a área precisa ser isolada preventivamente, se necessário, e avaliada por profissional habilitado.

A manutenção não deve se limitar às situações em que o problema já está visível. Um cronograma de inspeções, ajustado às características da edificação e às condições climáticas da região, ajuda a organizar os serviços e a priorizar intervenções.

Árvores e áreas externas também exigem cuidados

A vegetação presente nas áreas comuns precisa de acompanhamento, especialmente antes de períodos com previsão de temporais. Galhos secos, inclinação incomum, raízes expostas e sinais de deterioração podem indicar a necessidade de avaliação técnica.

A poda ou eventual remoção de árvores deve respeitar as exigências legais e as orientações dos órgãos competentes. A intervenção não deve ser realizada de maneira improvisada pelos funcionários do condomínio.

Também é importante evitar o acúmulo de objetos soltos em varandas, jardins, coberturas e demais espaços expostos ao vento. Vasos, móveis, placas e outros itens podem ser deslocados durante rajadas fortes e atingir pessoas ou veículos.

Síndico deve organizar um plano de manutenção

A manutenção preventiva exige planejamento, acompanhamento e registro. Cabe à gestão condominial organizar as inspeções, solicitar avaliações técnicas quando necessárias, contratar profissionais qualificados e acompanhar a execução dos serviços.

Entre as medidas recomendadas estão:

  • Revisar telhados e coberturas: identificar telhas soltas, danos e pontos vulneráveis.

  • Limpar calhas e ralos: evitar obstruções que prejudiquem o escoamento da água.

  • Inspecionar fachadas e muros: verificar sinais de deterioração ou risco de desprendimento.

  • Avaliar árvores: solicitar análise especializada quando houver sinais de comprometimento.

  • Verificar sistemas de drenagem: assegurar que os pontos de escoamento estejam desobstruídos.

  • Registrar as intervenções: manter histórico de vistorias, laudos, contratos e reparos realizados.

  • Orientar moradores e funcionários: divulgar procedimentos de segurança para situações de ventos fortes e chuvas intensas.

O planejamento financeiro também é importante para que os reparos necessários possam ser programados e para reduzir a dependência de intervenções emergenciais, que podem exigir respostas imediatas e gerar custos adicionais.

Como agir durante e depois de um temporal

Durante ventos fortes, moradores e funcionários devem evitar a permanência perto de árvores, muros instáveis, fachadas com elementos soltos e outras estruturas que possam cair. Sempre que possível, veículos devem ser mantidos longe de árvores e objetos suscetíveis ao deslocamento pelo vento.

Após o temporal, a inspeção das áreas comuns deve ser feita com cautela. Ninguém deve se aproximar de estruturas aparentemente comprometidas ou tocar em fios caídos. Trincas, deslocamentos, danos em coberturas e outros sinais de risco devem ser comunicados à administração para que sejam avaliados por profissionais habilitados.

Em situações de emergência, a Defesa Civil de Uberlândia pode ser acionada pelo telefone 199, enquanto o Corpo de Bombeiros atende pelo 193.

Prevenção protege pessoas e patrimônio

O episódio registrado em Uberlândia evidencia como as condições climáticas podem afetar imóveis, veículos e a circulação de pessoas. Para os condomínios, a resposta mais adequada começa antes da ocorrência: manutenção regular, identificação de riscos, comunicação eficiente e procedimentos de emergência bem definidos.

A prevenção não elimina todos os efeitos de um vendaval, mas contribui para que a gestão esteja mais preparada para enfrentar situações adversas. A inspeção periódica e a contratação de profissionais habilitados são medidas importantes para preservar o patrimônio coletivo e ampliar a segurança de moradores, visitantes e trabalhadores.