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Mercado imobiliário e condomínios: perspectivas para 2027

Juros elevados e cenário fiscal podem dificultar o financiamento de imóveis usados, enquanto locação e mudanças tributárias entram no radar do setor

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Mercado imobiliário e condomínios: perspectivas para 2027 · Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Secovi-PB aponta desafios para os mercados imobiliário e condominial em 2027

As perspectivas para os mercados imobiliário e condominial em 2027 envolvem desafios relacionados ao custo do crédito, ao cenário fiscal e às mudanças tributárias. Na Paraíba, a avaliação foi apresentada pelo presidente do Sindicato da Habitação da Paraíba (Secovi-PB), Érico Feitosa, durante participação no programa Conexão Caturité, conforme reportagem publicada pelo ParaíbaOnline em 28 de outubro de 2026.

Entre os pontos destacados estão as dificuldades que os juros elevados podem representar para o financiamento de imóveis usados e a possibilidade de o mercado de locação ganhar espaço. A análise também abordou o programa Minha Casa, Minha Vida e os efeitos da reforma tributária sobre o setor.

Juros elevados podem dificultar o financiamento de imóveis usados

O custo do crédito está entre os fatores que influenciam as decisões de compra e venda de imóveis. Segundo Érico Feitosa, a combinação de juros elevados e cenário fiscal pode dificultar o financiamento de imóveis usados em 2027.

Condições de financiamento menos favoráveis podem afetar a capacidade de compra dos consumidores e influenciar o ritmo das negociações. Nesse contexto, o acompanhamento das condições de crédito torna-se relevante para compradores, vendedores, investidores e empresas que atuam no mercado imobiliário.

A avaliação apresentada pelo Secovi-PB aponta um possível desafio para o próximo ano, mas não representa uma previsão definitiva sobre o comportamento dos preços ou o volume de transações.

Mercado de aluguel pode ganhar espaço

Diante das dificuldades relacionadas ao financiamento, o mercado de locação pode ampliar sua relevância. A possibilidade foi mencionada por Feitosa como uma das perspectivas para o setor imobiliário em 2027.

A locação constitui uma alternativa para pessoas que não pretendem ou não conseguem adquirir um imóvel no momento, enquanto também representa uma modalidade de investimento para proprietários. O comportamento desse mercado, contudo, depende de fatores como demanda, renda, oferta de unidades e condições econômicas.

Para proprietários e investidores, acompanhar a procura por imóveis para alugar e os custos de manutenção dos bens pode contribuir para decisões mais fundamentadas. Já para administradoras e profissionais do setor, a evolução da locação pode exigir atenção às necessidades de proprietários e inquilinos.

Minha Casa, Minha Vida também está no radar

Outro ponto abordado pelo presidente do Secovi-PB foi o programa Minha Casa, Minha Vida. Na avaliação apresentada, inicialmente não são esperadas mudanças significativas no programa, embora possa ocorrer redução na oferta de crédito.

A disponibilidade de financiamento é um componente importante para o acesso à moradia, especialmente entre as famílias que dependem de condições específicas para adquirir um imóvel. Alterações na oferta de crédito podem influenciar o alcance das operações e as possibilidades de compra dos consumidores atendidos pelo programa.

As observações refletem as perspectivas apresentadas pelo dirigente e não constituem confirmação de mudanças já implementadas nas regras do programa.

Reforma tributária exige atenção do setor

A reforma tributária também foi apontada como um fator a ser acompanhado pelo mercado imobiliário e condominial. As mudanças na tributação podem ter repercussões sobre atividades econômicas relacionadas aos imóveis, de acordo com as regras aplicáveis a cada operação e contribuinte.

Para empresas, proprietários e profissionais do setor, acompanhar a regulamentação e compreender os efeitos específicos das novas regras será importante para o planejamento financeiro e operacional.

No caso dos condomínios, a avaliação de eventuais impactos deve considerar a natureza das despesas, os serviços contratados e o enquadramento de cada operação. Não é possível presumir que todas as receitas ou despesas condominiais serão afetadas da mesma maneira.

Períodos de crise também podem abrir oportunidades

Apesar dos desafios apontados, Feitosa ressaltou que períodos de crise podem gerar novas oportunidades no setor imobiliário.

O cenário exige atenção às condições econômicas e às características de cada segmento. Para quem pretende comprar, vender, alugar ou investir, a análise das condições de financiamento, dos custos envolvidos e da demanda local pode ajudar a identificar alternativas compatíveis com seus objetivos.

No mercado condominial, o planejamento também permanece importante diante de possíveis mudanças econômicas. Síndicos e administradoras podem acompanhar a evolução dos custos, organizar previsões orçamentárias e avaliar contratos e despesas com base nas necessidades efetivas de cada empreendimento.

Planejamento será importante para 2027

As perspectivas apresentadas pelo Secovi-PB indicam que o próximo ano poderá exigir atenção às condições de crédito, ao comportamento do mercado de aluguel e às mudanças tributárias. Os efeitos concretos dependerão da evolução da economia e das condições específicas de cada operação imobiliária.

Para o setor condominial, acompanhar essas transformações pode contribuir para decisões administrativas mais consistentes e para a preparação dos orçamentos. Para compradores, proprietários e investidores, a análise individualizada dos custos e das condições de mercado continua sendo fundamental.

O cenário para 2027 ainda está sujeito a mudanças. Por isso, as avaliações apresentadas pelo Secovi-PB devem ser entendidas como perspectivas para o setor, e não como resultados garantidos.