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Eleição de síndico: o que avaliar antes de escolher o candidato

Conhecer as propostas, a experiência e a capacidade de gestão dos candidatos ajuda os condôminos a tomar decisões mais conscientes nas assembleias

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Eleição de síndico exige atenção às propostas · Foto: Divulgação

Eleição de síndico: o que avaliar antes de escolher o candidato

A escolha do síndico é uma das decisões importantes da vida em condomínio. É esse representante que ficará responsável por administrar recursos, acompanhar serviços, zelar pelas áreas comuns e cumprir as determinações da assembleia, conforme a legislação e as regras internas.

Segundo Clarice Sanches, em entrevista à CBN Londrina sobre o processo de escolha do síndico, a decisão dos condôminos deve considerar aspectos que vão além da apresentação dos candidatos. Avaliar o preparo, as propostas e a capacidade de administrar o condomínio é fundamental para uma escolha consciente.

Conhecer as propostas é o primeiro passo

Durante o período eleitoral, promessas de melhorias, redução de despesas e mudanças na administração podem chamar a atenção dos moradores. No entanto, é importante verificar se as propostas são viáveis e estão acompanhadas de um planejamento.

O candidato deve demonstrar que conhece as principais necessidades do condomínio e consegue estabelecer prioridades. Questões como manutenção predial, segurança, organização financeira e comunicação com os moradores podem ajudar a orientar essa avaliação.

Também é importante observar se as propostas consideram o orçamento disponível e as obrigações já assumidas pelo condomínio.

Experiência e capacidade de gestão

A experiência anterior pode ser um elemento relevante na escolha, mas não deve ser o único critério. A capacidade de organização, o conhecimento das responsabilidades do cargo e a disposição para buscar orientação técnica também merecem atenção.

O síndico precisa lidar com diferentes demandas, acompanhar contratos, supervisionar prestadores de serviços e administrar conflitos. Por isso, organização, comunicação e responsabilidade são características importantes para o exercício da função.

No caso de candidatos que já administraram o condomínio, os moradores podem avaliar o histórico da gestão, as melhorias realizadas e a forma como as decisões foram conduzidas.

Transparência e prestação de contas

A administração dos recursos coletivos exige responsabilidade e clareza. Antes de escolher um candidato, os condôminos podem considerar como ele pretende apresentar informações financeiras, comunicar despesas e prestar contas à assembleia.

A transparência também envolve a disposição para esclarecer dúvidas, explicar decisões e manter os documentos da gestão organizados.

Esses aspectos ajudam os moradores a compreender como os recursos serão administrados e de que maneira poderão acompanhar as decisões tomadas ao longo do mandato.

O papel da assembleia na eleição

A eleição deve seguir as regras previstas na convenção do condomínio e na legislação aplicável. O Código Civil estabelece, no artigo 1.347, que a assembleia escolherá um síndico para administrar o condomínio, com mandato de até dois anos, permitida a renovação.

Os condôminos devem observar as regras de convocação, participação e votação aplicáveis ao empreendimento. A assembleia também é uma oportunidade para os candidatos apresentarem suas propostas e responderem às perguntas dos moradores.

Uma participação informada contribui para que a escolha considere as necessidades coletivas, e não apenas preferências pessoais ou relações de proximidade.

Uma escolha que afeta toda a comunidade

A atuação do síndico pode influenciar a conservação do patrimônio, o planejamento das despesas, a execução de melhorias e a convivência entre os moradores. Por isso, a escolha merece atenção e análise cuidadosa.

Avaliar propostas, experiência, transparência e capacidade de gestão permite que os condôminos comparem os candidatos com base em critérios concretos.

Mais do que escolher um nome, a eleição representa a decisão sobre quem terá a responsabilidade de conduzir a administração do condomínio e representar os interesses coletivos durante o mandato.