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Engenharia

Prédio corporativo em Maringá aposta em madeira engenheirada para reduzir emissões na construção

Empreendimento utiliza sistema construtivo misto e incorpora madeira engenheirada em elementos estruturais como alternativa de menor impacto ambiental

Prédio corporativo em Maringá aposta em madeira engenheirada para reduzir emissões na construção
Foto: Reprodução

Um empreendimento corporativo em Maringá (PR) está apostando em uma solução considerada uma alternativa de menor impacto ambiental para a construção civil: a madeira engenheirada. O projeto, desenvolvido pela incorporadora PRC, é apresentado como o primeiro edifício corporativo do Brasil a utilizar esse material dentro de um conceito de ecossistema urbano.

A iniciativa surge diante do desafio ambiental enfrentado pelo setor da construção. Segundo a reportagem, a produção de cimento, principal insumo do concreto, responde por cerca de 7% das emissões globais de gases de efeito estufa, colocando a indústria entre as atividades mais poluentes do mundo.

A madeira engenheirada é produzida a partir de madeira proveniente de florestas manejadas de forma responsável e pode armazenar carbono durante o ciclo de vida da edificação. De acordo com os dados apresentados na reportagem, a tecnologia pode contribuir para uma redução de até 14,5% das emissões de gases de efeito estufa da construção civil.

No empreendimento, a madeira não substituirá completamente os materiais tradicionais. O projeto utilizará um sistema misto, combinando soluções convencionais e inovadoras. Aproximadamente 13% da área construída terá presença da madeira engenheirada, aplicada em elementos como pilares, vigas e lajes.

O edifício terá 25 pavimentos e mais de 23 mil metros quadrados de área construída, com aproximadamente 120 unidades comerciais. O projeto também contará com coworking, salas moduláveis, restaurante, rooftop e áreas de convivência, integrando espaços de trabalho, serviços e lazer.

Outro destaque está no desempenho do material. Segundo as informações divulgadas, a madeira engenheirada apresenta menor consumo energético em sua produção e pode contribuir para melhorar o desempenho térmico dos edifícios, reduzindo a necessidade de climatização artificial durante a operação.

O empreendimento faz parte do Cidade Aruna, projeto que busca reunir moradia, trabalho, serviços e áreas verdes em um mesmo território. A proposta pretende diminuir deslocamentos e criar um modelo urbano mais integrado, associando desenvolvimento imobiliário, inovação e sustentabilidade.

A iniciativa também chama atenção para uma mudança no setor da construção civil, que busca alternativas para reduzir impactos ambientais sem abrir mão de desempenho, segurança e eficiência. Para profissionais de engenharia e arquitetura, o avanço de novos materiais pode ampliar as possibilidades de projetos mais sustentáveis.

O caso reforça ainda a importância de avaliar todo o ciclo de vida dos empreendimentos, desde a escolha dos materiais e o processo construtivo até o consumo de energia durante a utilização do edifício. A adoção de soluções de menor impacto pode se tornar cada vez mais relevante diante das metas de redução de emissões e das novas demandas do mercado imobiliário.

A experiência em Maringá demonstra, portanto, como a construção civil pode incorporar novas tecnologias e materiais para buscar modelos mais eficientes e ambientalmente responsáveis. A combinação entre engenharia, inovação e planejamento urbano aponta para uma transformação gradual na forma como novos edifícios são projetados e construídos.

Fonte: Exame