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Engenharia

Os perigos das fezes de pombos para estruturas urbanas

Corrosão causada por fezes de pombos: Estratégias para controle e prevenção

Os impactos destrutivos dos pombos nos sistemas construtivos: Um estudo de caso e estratégias de controle

Os perigos das fezes de pombos para estruturas urbanas

A presença de pombos em ambientes urbanos é uma imagem comum em cidades ao redor do mundo. Contudo, além de fazerem parte da paisagem urbana, esses pássaros trazem uma série de desafios pouco discutidos, especialmente relacionados às estruturas construtivas. Um estudo de caso realizado no edifício Casa do Comércio, em Salvador, revelou que a corrosão significativa das estruturas metálicas estava diretamente associada às fezes desses animais, lançando luz sobre um problema que exige atenção imediata e ações efetivas.

A corrosiva verdade sobre as fezes de pombo
Durante a inspeção detalhada na Casa do Comércio, ficou evidente que as áreas sob as estruturas frequentadas por pombos exibiam sinais acentuados de corrosão. Isso se deve à natureza altamente corrosiva das fezes de pombo, que contém ácido úrico e esporos de fungos, substâncias que podem erodir rapidamente materiais como metal, concreto e até afetar pinturas e acabamentos aprimorados. A corrosão vermelha observada nas telhas do edifício serve como um alarme para a necessidade de gerenciamento e prevenção desses impactos em ambientes urbanos.

Estratégias de controle e prevenção
A gestão da presença de pombos em áreas urbanas é complexa, envolvendo tanto a limpeza e descontaminação de áreas afetadas quanto medidas preventivas para desencorajar a nidificação e o agrupamento desses pássaros. As abordagens incluem:

  1. Limpeza e descontaminação

    • É crucial a umidificação das fezes antes da remoção para minimizar o risco de doenças transmissíveis por aerossóis, como histoplasmose e criptococose. A limpeza deve ser seguida de descontaminação com desinfetantes limpos e aplicação de bactericidas.
  2. Controle de reprodução

    • A utilização de substâncias anticoncepcionais específicas pode reduzir a população de pombos a longo prazo, embora essa estratégia possa ser custosa e não específica, afetando potencialmente outras espécies.
  3. Modificação de estruturas de pouso

    • Alterações no ângulo de orientação de superfícies e a instalação de acessórios desestabilizadores, como espículas ou fios de náilon, podem desencorajar o pouso e a permanência dos pombos nas estruturas.
  4. Barreiras físicas

    • As disposições de espaços que podem servir de abrigo ou pontos de nidificação com telas ou redes e o uso de cercas eletrificadas em locais afastados da população são medidas eficazes para prevenir a ocupação por pombos.
  5. Dispositivos dissuasórios

    • A instalação de elementos assustadores, tanto visuais quanto auditivos, pode ser temporariamente eficaz, mas as aves podem se acostumar com esses dispositivos ao longo do tempo.
  6. Repelentes não tóxicos

    • Substâncias em gel que causam repelência por contato são alternativas promissoras para evitar que os pombos pousem em áreas críticas.

Conclusão
A integração de várias dessas estratégias é essencial para um controle eficaz da população de pombos em áreas urbanas. Além de prevenir danos estruturais, essas medidas ajudam a manter a estética e a integridade dos edifícios, contribuindo para a saúde pública e a qualidade de vida nas cidades. A inspeção na Casa do Comércio é um lembrete crucial de que a gestão da vida selvagem urbana deve ser uma parte integrante do planejamento e manutenção urbana.


Autora: Eng. Priscila Wellttem Camargos

Sócia na Alon Engenharia Ltda. Com expertise em patologia das obras civis e estrutura de concreto armado.

Instagram: @priscila_wellttem

LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/priscila-wellttem-camargos-61736594/